Reminiscence

No futuro, a cidade de Miami foi parcialmente coberta de água, com temperaturas extremas durante o dia. Adicionalmente, a sociedade vive maioritariamente no período noturno, sustentada por uma hierarquia social em que os ricos possuem as terras habitáveis.

Nick Bannister e a sua empregada, Watts, operam um negócio que consiste em revisitar memórias passadas. Adicionalmente, essa tecnologia permite-lhes igualmente ajudar as autoridades com investigações, o que será relevante para a narrativa.

Sem divulgar pormenores, a aventura inicia quando uma cliente, Mae, solicita uma viagem ao passado para encontrar as chaves de casa. Durante essa regressão, ficamos a saber que a estranha cliente é uma cantora num clube nocturno, o que inicia uma ligação invulgar com Nick.

Ao longo do primeiro ato, acompanhamos a relação de ambos, até ao dia em que Mae desaparece misteriosamente. A partir desse momento, Nick inicia uma investigação, que o vai levar a conclusões inesperadas, colocando em causa tudo aquilo em que acredita. Vamos ter a inclusão de um barão da droga, Saint Joe, que aparenta ter ligações a Mae, assim como uma conspiração que envolve personagens inesperadas, mas que são lentamente introduzidas na narrativa.

Reminiscence está longe de ser brilhante mas tem os seus momentos e, na minha opinião, consegue garantir entretenimento. A minha principal crítica está na duração (excessiva) , embora o elenco e as interpretações sejam competentes.

Mediano
70%

Ultimate Spider-Man T.4

A derradeira temporada de Ultimate Spider-Man é repleta de eventos que levarão o nosso herói ao extremo. Um tema recorrente desta série é a obsessão de Doctor Octopus, que volta a formar o Sinister Six, com o auxílio de tecnologia da HYDRA.

Ao longo dos 26 episódios, vamos ter oportunidade de assistir a aventuras épicas que implicam encontros com Anti-Venom, o regresso do Spider-Verse, o aparecimento dos Inhumans, a Saga Symbiote e a conclusão do treino na SHIELD, que colocará o maior desafio de sempre a Spider-Man, que vê a sua identidade secreta comprometida.

Preparem-se igualmente para uma revelação importante, expondo a traição de um dos membros da equipa, que terá consequências inesperadas. Paralelamente, Mary Jane torna-se num novo membro da equipa, graças à sua interação com Carnage. Para quebrar o tom mais negro desta temporada, temos dois episódios mais divertidos, que incluem Doctor Strange e Moon Knight.

O ritmo é frenético e Spider-Man mais do que nunca, tem necessidade de confiar nas suas equipas, no sentido de ultrapassar as dificuldades colocadas por Doc Ock, Kraven, The Goblin e Arnim Zola, para citar os mais relevantes. Pessoalmente, esta é a minha temporada preferida, conjugando de forma quase perfeita a ação e narrativa, retirando inspiração de algumas das minhas histórias preferidas da Marvel.

Esta é sem dúvida uma série que recomendo, que em território nacional, está disponível através da plataforma de streaming da Disney.

Monster Hunter

Um dos meus dark horse para 2021 foi esta adaptação de mais um clássico da CAPCOM. Tendo em conta o género e a sua fraca taxa de sucesso, optei por entrar com expectativas muito baixas para este projeto.

A adaptação é extremamente livre e foca-se na Capitã Artemis, uma capitã dos Rangers que está numa missão de salvamento das Nações Unidas. Uma estranha tempestade transporta a sua equipa para outro planeta ou dimensão, apelidada de New World, em que estranhas criaturas estão no topo da cadeia alimentar.

O primeiro acto é repleto de ação e mostra a dizimação dos Rangers, cujos sobreviventes acabam por ser aprisionados por uma clã Nerscylla, que são essencialmente gigantescas aranhas. Paralelamente, somos introduzidos a outro sobrevivente deste planeta, que, de forma relutante, acaba por formar uma parceria improvável com a Capitã Artemis, no sentido de derrotar Diablos, um estranho monstro que habita nas areias do planeta.

Monster Hunter, na minha opinião, não consegue ocupar aquela posição de guilty pleasure, apesar do terceiro acto estar repleto de ação. Diria que a adaptação não favorece a narrativa, tornando a experiência algo monótona e com poucos momentos em que nos identificamos com as personagens. Adicionalmente, o CGI em alguns pontos é francamente terrível, o que faz pouco sentido face ao orçamento de 60 milhões.

O acto final introduz Gore Magala e Wyvern, numa batalha épica na Sky Tower, em que os nossos heróis tentam derrotar o monstro e garantir que a Capitã Artemis regressa ao seu planeta.

Existem algumas cenas “típicas” de Paul W.S. Anderson, que tentam lançar a premissa para uma sequela, que não vai garantidamente ocorrer, face ao terrível resultado de bilheteira. Milla Jovovich, Ron Pearlman e Tony Jaa não são motivo suficiente para tornar este filme numa experiência agradável e que consiga recomendar. Confesso que as minhas apostas para 2021 se revelaram verdadeiras desilusões, mas acredito que este mês o cenário pode ser bem diferente.

Mediano
60%