Death on the Nile

Kenneth Branagh está de regresso no papel de Poirot. Após o Expresso do Oriente, a escolha recaiu noutro livro icónico de Agatha Christie, que decorre maioritariamente no Egipto.

O primeiro acto mostra-nos um jovem Poirot, em pleno cenário da Primeira Grande Guerra Mundial. A informação que recolhemos é relevante e tem impacto para o resto do filme, dado que humaniza a personagem e dá algum contexto para o acto final de Death on the Nile.

O filme original é um clássico e esta adaptação mantém-se relativamente fiel, retratando o assassinato de Linnet Ridgeway-Doyle, herdeira de uma vasta fortuna e que se encontrava em lua de mel.

Sem colocar spoilers, Poirot vai ser o investigador principal deste caso, que é bem mais complexo do que inicialmente possa parecer. Lentamente, vão sendo reveladas a agenda oculta dos convidados a bordo,

O elenco é de luxo, destacando-se Annete Benning, Kenneth Branagh, Russell Brand, Gal Gadot, Dawn French, Armie Hammer, Emma Mackey e Letitia Wright.

A realização fica a cargo de Branagh e Ridley Scott garante a produção, que consegue retratar com credibilidade o ambiente da época. Pessoalmente, considero-o superior ao primeiro filme, embora fiquem aquém do projeto original, lançado em 1978.

Mediano
69%

Godzilla: Singular Point

A Toho é o estúdio responsável pela adaptação de Singular Point, uma visão completamente distinta do universo de Godzilla. A narrativa decorre em Nigashio City, no ano de 2030 e assenta no aparecimento de um estranho sinal, que vai ser investigado por Yun Arikawa, da Otaki Factory e Mei Kamino, uma jovem estudante.

Progressivamente, vamos sendo apresentados ás restantes personagens, das quais destaco Haberu Kate, Goro Otaki e Pelops II, que serão instrumentais para o desfecho final. A abordagem seguida é pouco convencional e foca-se numa estranha substância vermelha, que enche o céu e polui o mar, possibilitando a entrada de estranhas criaturas. Inicialmente, é teorizado que se trata de um fenómeno extraterrestre mas ao longo dos episódios o mistério vai sendo decifrado, tornando-se evidente a componente científica.

No entanto, os Kaiju são uma constante, com aparições de Rodan, Manda, Mothra, Godzilla e Aguirus, que irão lutar com Jet Jaguar, um robot desenhado por Goro Otaki. Existem muitos momentos de humor, combinados com uma narrativa forte e repleta de dramatismo, que nos faz sentir empatia com as personagens principais. O final é ambíguo, mantendo aberta a possibilidade de uma segunda temporada, sobretudo após a cena final pós-créditos.

A animação é híbrida, apostando numa simbiose entre CGI e desenho tradicional, que funciona bem dentro da lógica de Singular Point. Parece-me no entanto que este anime não será consensual, sobretudo pelo caminho escolhido, que se afasta completamente do que estamos habituados a ver no universo de Godzilla. Caso procurem algo diferente, fica a sugestão e convido-vos a partilhar o vosso feedback da caixa de comentários.

Mythic Quest T.2

A segunda temporada foca-se no desenvolvimento das personagens e na criação da nova expansão do jogo. A rivalidade entre Poppy e Ian atinge o pico, com duas visões completamente opostas e que irão originar momentos hilariantes.

Vamos finalmente assistir à evolução da relação de Rachel e Dana, que optam igualmente por abandonar a empresa e enveredar pela vida universitária. Brad vai ser visitado pelo seu irmão, Zack, que aparenta ter um plano maquiavélico para apoderar-se da empresa. Para complicar ainda mais a situação, Jo opta por apoiar Zack, com o objetivo de ocupar o cargo de Brad.

Existem momentos épicos que incluem o inevitável David Brittlesbee mas os meus episódios preferidos são sem dúvida os que envolvem CW. Ficamos a conhecer a sua história e a forma como ganhou o prémio Nebula, para além de outros factos interessantes que farão todo o sentido nos episódios seguintes.

Vou evitar os spoilers mas convido-vos a assistir ao episódio 7, denominado “Peter”, que é absolutamente fabuloso. Temos igualmente o fecho de ciclo de grande parte da narrativa, que envolve decisões inesperadas e que podem ser interessantes de explorar em termos narrativos.

Pessoalmente, considero esta temporada inferior à original, embora tenha três episódios fantásticos, que  justificam inequivocamente o investimento nesta série. Sem entrar em detalhes, não existe confirmação de uma terceira temporada mas a realidade é que o desfecho do episódio final pode significar o fecho de ciclo da história de Mythic Quest.