Os Filmes de 2022

O cenário pandémico continua bem presente, o que tem limitado as deslocações ao cinema. No entanto, tenho mantido a tradição de partilhar os projetos que me entusiasmam para 2022.

Janeiro arranca com The 355, um filme de ação que conta com Jessica Chastain, Lupita Nyong’o, Diane Kruger, Penélope Cruz e Fan Bingbing. Contem com muito girl power e uma espécie de simbiose entre os filmes de Jason Bourne e The Expendables. Temos igualmente o regresso a Woodsboro, para mais uma aventura de Neve Campbell, David Arquette, e Courteney Cox. Estou relutantemente optimista para mais um filme de Scream mas após alguma reflexão, resolvi incluí-lo na lista.

Morbius deveria ser lançado no final de janeiro mas perante mais um adiamento (talvez 1 abril), começo seriamente a ficar preocupado com um projeto que no papel, tem tudo para ser um sucesso. Para fevereiro, destaco Death on the Nile, um remake do clássico de Agatha Christie, que conta com o regresso de Kenneth Branagh no papel de Poirot. O elenco conta ainda com a presença de Tom Bateman, Annette Bening, Russell Brand, e Gal Gadot, o que me deixa francamente entusiasmado. Adicionalmente, teremos a primeira adaptação de Uncharted à sétima arte. O elenco composto por Tom Holland, Mark Wahlberg, Antonio Banderas, Sophia Taylor Ali e Tati Gabriell é impressionante mas será suficiente para quebrar a maldição dos filmes baseados em videojogos?

Em março chega ao cinema “The Batman”, que pode vir a ser o meu filme do ano. Os trailers estão fantásticos e o casting de Robert Pattinson, Zoë Kravitz, Paul Dano e Colin Farrell é tão over the top, que me faz acreditar no início de algo muito especial. Em termos cinematográficos segue-se um hiato, que será quebrado em maio com Doctor Strange in the Multiverse of Madness e o quarto capítulo de John Wick. Vale a pena acrescentar algo? Serão certamente dois filmes memoráveis e que muito provavelmente acabarão no meu TOP de 2022.

Jurassic World: Dominion deverá estrear em junho, concluindo a trilogia com a presença (ou cameo) do Dr Allan Grant e Ian Malcolm. Confesso que estou ansioso por acompanhar o desfecho desta saga, que conta com dois filmes muito sólidos e personagens extremamente cativantes.

Julho traz mais um filme da Marvel, mais especificamente Thor: Love and Thunder, que é inspirado na obra de Jason Aaron, apresentando um cenário em que Jane Foster assume os poderes de Thor. O vilão desta história é God Butcher, representado por Christian Bale, o que torna este projeto num patamar de expectativa muito elevado.

Alegadamente em setembro, teremos a sequela de Black Panther, Wakanda Forever, que está envolto em mistério, após o desaparecimento de Chadwick Boseman. Seria sempre complexo superar o primeiro filme, mas acredito que serei agradavelmente surpreendido com o destino escolhido pela Marvel. Em outubro, temos a esperada sequela do Spider-Verse, que volta a contar com Miles Morales, Gwen Stacy e Spider-Man 2099, entre outras participações. E o mais interessante é que foi confirmado que esta é apenas a primeira parte da saga, o que deixa claramente em aberto a criação de mais filmes acerca deste fabuloso universo.

Entre outubro e novembro, temos igualmente algumas pérolas da DC, com destaque para The Flash, que me deixa entusiasmado pelo regresso de Michael Keaton, assim como a sequela de Aquaman, que reúne Ocean Master, Mera e Black Manta, para mais uma aventura do agora Rei de Atlântida, Arthur Curry.

Para concluir o ano, teremos finalmente a sequela de Avatar. Confesso que passou demasiado tempo mas estou disposto a dar uma oportunidade a James Cameron, que nos irá transportar novamente para Pandora, de forma a acompanharmos as novas aventuras de Jake Sully e Neytiri. No que diz respeito ao elenco, estão confirmadas as presenças de Kate Winslet, Michelle Yeoh e Edie Falco.

Como é tradição, costumo igualmente partilhar alguns dark horses. Mas antes de o fazer, quero apenas deixar claro que se trata da minha lista, motivo pelo qual excluí filmes como Maverick, Missão Impossível 7 e Lightyear. O motivo é simples: completa falta de interesse, embora seja possível que acabe por visioná-los em datas posteriores.

Para 2022, lamento informar que tenho apenas uma aposta obscura, que diz respeito a Black Adam. Acredito que existe potencial na história deste anti-herói, que pode acrescentar muito valor a uma DCEU, que precisa desesperadamente de mais filmes de qualidade.

Como sempre, convido-vos a partilhar a vossa lista e termino com desejos de um fantástico ano cinematográfico para todos.

Ultimate Spider-Man T.1

Brian Michael Bendis, Paul Dini e Man of Action são os escritores responsáveis pela primeira temporada de Ultimate Spider-Man, que narra o treino de Peter Parker, enquanto membro da SHIELD. Spider-Man integra uma equipa composta por Power-Man (Luke Cage), Iron Fist, Nova e White Tiger, todos jovens super-heróis, habituados a trabalhar por conta própria.

Grande parte dos episódios exploram precisamente a evolução da sinergia entre os membros da equipa, que terão pela frente adversários poderosos, dos quais destaco o Sinister Six, Venom, Loki e Norman Osborn.

Contem igualmente com muito humor e vários cameos de Stan Lee, que é o zelador de Midtown High. Nick Fury e o Agente Coulson são aparições frequentes, funcionando como mentores para o imaturo Parker, que irá tornar-se no líder desta equipa.

Paralelamente, vamos acompanhar os habituais dramas pessoais de Peter, que tem dificuldade em conciliar a vida pessoal com a sua identidade secreta, o que resulta em situações caricatas que envolvem o seu amigo Harry Osborn, e a Tia May. E claro, é importante relembrar que o desenvolvimento de personagens é uma constante, com episódios dedicados a membros da equipa e vilões.

Nesta primeira temporada, temos a participação de Hulk, Iron Man e Capitão America, que irão ajudar o nosso herói em missões fundamentais para a sua evolução enquanto líder. Caso tenham subscrito a Disney+, esta é uma série que recomendo sem hesitação.

Matrix: Resurrections

Em 1999 tive a oportunidade de ver no cinema a estreia de The Matrix. Foi uma das melhores experiências cinematográficas da minha vida e ainda hoje é uma referência pessoal em termos de ficção científica. Os restantes filmes da trilogia, na minha opinião, foram decrescendo exponencialmente de qualidade, acrescendo muito pouco à narrativa.

Dito isto, foi com muito cepticismo que encarei Resurrections, que revisita este universo incrível sessenta anos após os eventos do filme original. Neo é um famoso criador de jogos, mais especificamente The Matrix, com muita dificuldade em distinguir a realidade do mundo virtual. O primeiro acto apresenta-nos Bugs, a capitã da Mnemosyne, que tenta localizar Thomas Anderson, com o intuito de o libertar da simulação que decorre em loop há décadas.

Existem muitas referências ao primeiro filme, com conceitos interessantes e que incluem a introdução de duas versões distintas do Agent Smith, assim como de Morpheus. Os visitantes mais assíduos sabem que evito spoilers, mas contem com alguns flashbacks e ligações constantes a imagens e momentos icónicos da trilogia. O objetivo é claro: garantir o fan service e enquadrar as gerações mais novas, que cresceram com outras referências cinematográficas.

As cenas de ação cumprem o pretendido e, em certos momentos, os diálogos são cativantes mas raramente me senti de regresso ao universo maravilhoso de The Matrix. A personagem de The Analyst é, para mim, um dos pontos mais positivos, demarcando-se claramente de interpretações muito medianas de Carrie Ann Moss e Keanu Reeves.

O segundo acto é substancialmente melhor,  beneficiando da introdução de Io, a cidade que emergiu das cinzas de Zion. Ficamos a conhecer a realidade após os eventos de Matrix Revolutions, com uma coexistência pacífica entre máquinas e humanos, assim como outros pormenores que irão interligar a narrativa e lançar a premissa para o derradeiro acto.

O desfecho do filme é, para mim, pouco satisfatório, acrescentando muito pouco ao lore de Matrix. No que diz respeito a desenvolvimento de personagens, o cenário é ainda pior, falhando redondamente em quase todos os níveis. Lamentavelmente a maior parte dos meus receios confirmou-se, sendo difícil recomendar este filme, sobretudo para os fãs da saga. Pessoalmente, considero que é superior a Revolutions mas não justifica o regresso a um Universo que merecia claramente um capítulo final épico.

Mediano
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