What If T.1

A.C. Bradley é o criador desta nova série da Marvel, que retira inspiração da MCU. A narrativa explora uma série de realidades alternativas, em que vamos acompanhar alguns dos nossos heróis preferidos e outros que consideraria totalmente inesperados.

As aventuras são narradas por The Watcher, que nos apresenta as pequenas alterações que criam realidades paralelas, dando origem a versões distintas do Capitão América, Thor, Doctor Strange e Star Lord, para além de eventos que impedem a criação dos Avengers , para citar alguns dos mais relevantes.

Os nove episódios estão interligados, dando origem a um serie de eventos que levam a uma batalha final que irá opor os heróis que vamos conhecendo a um vilão que nesta realidade, obteve as Pedras do Infinito e alcançou um nível de poder que lhe permite viajar entre realidades.

A série está muito bem conseguida, assente numa animação cel shaded, da autoria da Flying Bark Productions, que pode não ser do agrado de todos, mas que, na minha opinião, funciona muito bem. Existem episódios fantásticos, em que podemos explorar outras versões dos nossos heróis preferidos, em cenários extremos e que incluem zombies.

O casting de voz inclui vários dos principais actores da MCU, bem complementado por Jeffrey Wright, que interpreta o papel de The Watcher. Tendo em conta o desfecho, fico particularmente entusiasmado com a segunda temporada, que deverá estrear em 2022.

Batman: Assault on Arkham

Tenho aproveitado o confinamento para colocar em dia muitos dos filme de animação da DC que fazem parte da linha extensa lista de pendentes. Recentemente, tive a oportunidade de ver Assault on Arkham, que incorpora a unidade especial de assassinos da A.R.G.U.S, comandada por Amanda Waller.

A narrativa envolve uma missão a Arkham , para recuperar uma pen USB que se encontra na posse de Riddler e que compromete todo o secretismo da Suicide Squad. Paralelamente, vamos ter o envolvimento de Batman, que pretende obter de Riddler a localização de uma bomba que Joker tem em sua posse, colocando em risco a cidade de Gotham.

Black Spider, Captain Boomerang, Deadshot, Harley Quinn, King Shark e Killer Frost são os escolhidos para esta missão, que vai colocar à prova as convicções de alguns dos membros, assim como testar a lealdade e união da equipa. Preparem-se para muita ação, com traições e parcerias improváveis, que resultam numa batalha final épica entre algumas personagens inesperadas.

Grande parte do filme decorre em Arkham, com a participação ocasional de vilões como Poison Ivy, Two Face, Bane e Scarecrow, algo que é digno de registo. O acto final está associado ao inevitável Joker, que uma vez mais tenta derrotar Batman, que contará com uma parceiro improvável.

Não vou estragar-vos o fim da narrativa, mas, convido-vos a ver Assault on Arkham e partilhar o vosso feedback na caixa de comentários. Está longe de ser o melhor projeto da DC mas consegue garantir entretenimento, com uma narrativa razoável, embora algo previsível.

Mediano
68%

Gantz

Kei Kurono é um adolescente que apresenta as inseguranças e o interesse pelo sexo oposto típico da sua idade. No entanto, tem uma atitude passiva e despreocupada, algo que contrasta com a sua postura enquanto criança.

Um dia, reencontra no metro um amigo de infância,  Masaru Kato, envolvendo-se numa tentativa de salvar a vida a um sem-abrigo, que caiu na linha. Tudo corre da pior forma possível, originando a morte de ambos.É desta forma que somos introduzidos a Gantz, uma estranha esfera negra, que coloca humanos aparentemente falecidos num cenário de batalha, em que necessitam de matar alienígenas para garantir o seu regresso ao mundo dos vivos.

A premissa é no mínimo intrigante, colocando uma série de estranhos,  que passaram pela mesma experiência de morte, num cenário em que necessitam de cooperar para alcançar o objetivo do jogo.

Ao bom estilo nipónico, existe uma influência gigante da cultura pop, aliado a conteúdos claramente sexuais, que convertem as duas temporadas de Gantz numa experiência diferente, mas que claramente não é para todos os gostos. São explorados inúmeros dilemas morais, que colocam os nossos heróis em situações de stress máximo, com uma pitada de humor constante.

Gosto particularmente das cenas de batalha, com imprevistos constantes e sobretudo do desenvolvimento de personagens,. que terão de lidar com a perda e, em muitos casos, realizar o sacrifício máximo. O  anime não explora tanto o universo Gantz como a manga, mas partilha as premissas necessárias para que consigamos compreender as regras do jogo e ansiar pelo sucesso da equipa de humanos.

Caso sejam assinantes do Netflix, sugiro que deem uma oportunidade à obra de Hiroya Oku, que foi adaptada para anime por Ichiro Itano.