A Quiet Place: Day One

O terceiro filme da saga funciona como uma prequela, levando-nos para o primeiro dia da invasão alienígena, na cidade de Nova Iorque. Michael Sarnoski é o realizador desta história, que introduz Samira, uma doente terminal, que em conjunto com o seu gato de apoio emocional, vai ter de lidar com esta ameaça impensável.

A primeira informação que me parece relevante é o facto de Day One não disponibilizar detalhes ou informação adicional acerca da origem ou das intenções dos invasores. Estamos perante uma história isolada, que nos vai contar a aventura  de Sam e Eric, dois perfeitos estranhos que vão unir esforços para tentar sair da ilha.

Pessoalmente, considero este filme ligeiramente inferior ao anterior, embora tenha um ambiente muito mais próximo do que foi o original. A magia está precisamente na evolução da relação entre Sam e Eric, que nada têm em comum, mas que vão encontrar a motivação para continuar a lutar e atingir o seu objetivo.

Estamos perante um filme emocional, com excelentes interpretações de Lupita Nyong’o e Joseph Quinn e que faz uma breve ponte com o segundo filme, ao introduzir a personagem de Henri, o líder da comunidade criada na ilha. O final é terrivelmente simbólico, retratando o desfecho que ambas as personagens ambicionavam.

Day One é um filme que não vai agradar a todos, sobretudo pela ausência de progresso no que diz respeito à narrativa associada aos motivos da invasão alienígena. No entanto, a sua premissa passa por contar a história de dois perfeitos desconhecidos, que conseguem criar uma relação e encontrar terreno em comum, no meio do caos.

Bom
74%

Top 5 – 2024

A dura realidade é que, após a pandemia, nunca mais regressei a uma sala de cinema. Estou completamente rendido ao mundo do streaming, sendo frequente aguardar pacientemente pelo lançamento de vários títulos. No ano transacto, foquei-me essencialmente nas séries, com destaque para anime, mas não podia deixar de elaborar a mítica lista, que se converteu numa tradição deste espaço.

Começo por destacar Train to Busan, que quase conseguia entrar no Top 5 . Para os entusiastas de filmes de zombies, este é, na minha opinião, um dos expoentes máximos. A posição 4 e 5 fica para dois filmes de ação, que assentam em personagens fortes e que me cativaram. A DC conseguiu entrou no pódio, com um filme épico de animação, onde claramente são a referência.

O segundo lugar fica entregue a um filme de ficção científica, que apesar de cair nalguns clichés, foi uma agradável surpresa. Recomendo vivamente The Creator para quem é fã do género. Para terminar, o primeiro lugar fica entregue a Wolverine & Deadpool, que leva ao extremo o fan service. Já abordei o tema nas minhas impressões acerca deste projecto, mas é a minha escolha para o ano de 2024, apesar de estar muito longe de ser um filme brilhante.

Espero que tenham tido um ano incrível e, caso pretendam, partilhem a vossa lista na caixa de comentários abaixo.

The Ministry of Ungentlemanly Warfare

Guy Ritchie realizou, escreveu e co-produziu este filme, que se baseia de forma muito livre na Operação Postmaster. No final de 1941, a máquina de guerra nazi está claramente a vencer a guerra com os Aliados. Com bombardeamentos constantes da Luftwaffe e a supremacia dos submarinos alemães, Churchill decide recrutar uma equipa de operativos que não se rege pelas regras convencionais.

A sua missão passa por sabotar os U-boat, na ilha espanhola de Fernando Po. O líder da equipa é Gus March-Phillipps, que conta com o apoio de Graham Hayes, Freddy Alvarez e um oficial dinamarquês, Anders Lassen. Sob a bandeira sueca, os nossos heróis resolvem disfarçar-se de pescadores, evitando as patrulhas nazis. O primeiro acto é genial, introduzindo os diversos elementos e as aptidões “especiais”.

A equipa acaba por chegar à ilha espanhola, que tem em Heron e Marjorie Stewart os seus pontos de contacto. Confesso que este filme foi uma agradável surpresa, combinando com mestria algum humor e ação frenética. Há uma clara inspiração em filmes como Inglourious Basterds e clássicos como 12 Indomáveis Patifes, elevando a qualidade do produto final.

Sem colocar spoilers, diria que esta é uma excelente escolha para quem gosta de ação, com uma pitada de humor. O elenco é soberbo, contando com nomes como Henry Cavill, Alan Ritchson, Babs Olusanmokun, Cary Elwes, Eiza Gonzalez e Til Schweiger.

Os diálogos não atingem o brilhantismo dos filmes de Tarantino, mas garantem entretenimento, num projecto que recomendo sem hesitação.

Bom
73%