Damsel

Millie Bobby Brown continua a ser a estrela mais em voga na plataforma da Netflix. Desta vez, o projecto foca-se no reino de Aurea e a sua invulgar ligação a um dragão. O primeiro acto introduz Elodie, a jovem filha de Lord Bayford, que recebe uma proposta de casamento do Príncipe Henry, herdeiro do trono.

A escassez de recursos e o clima feroz do Norte torna irrecusável a proposta, que permite alimentar e garantir a sobrevivência de toda a região. A chegada do clã Bayford à corte real é celebrada de forma efusiva, embora seja evidente a existência de um segredo obscuro, que sustenta este matrimônio de conveniência.

O segundo acto explora precisamente esse ponto, que culmina com a revelação do acordo realizado entre a família Real e o Dragão. Damsel tem uma narrativa simples e previsível, mas garante entretenimento. Diria no entanto que o leque de actores de qualidade, dos quais destaco Ray Winstone, Shohreh Aghdashloo e Angela Bassett merecia um produto final mais refinado.

Parece-me importante salientar que parte do filme foi filmado em Portugal, nomeadamente no Douro e Batalha. Se procuram aquele filme pipoca, típico de domingo, esta é sem dúvida uma escolha acertada.

Mediano
65%

The Dragon Prince T.1

Xadia é um continente rico em magia, localizado em 6 elementos específicos: Lua, Céu, Sol, Terra, Água e Estrelas. Há setecentos anos atrás, um conflito entre dragões, elfos e humanos, resulta na divisão do continente em duas partes. Os humanos optam por utilizar magia negra e o Rei Harrow, de Katolis, com a ajuda do seu mago, Lord Viren, assassinam o dragão Avizandum e destroem o seu ovo, garantindo o fim da linhagem.

A narrativa desta primeira temporada foca-se nos Moonshadow Elf, que são incumbidos de assassinar o Rei humano e o seu filho, como retaliação pela morte de Avizandum. Esta raça atinge o apogeu dos seu poderes em noites de lua cheia, o que inviabiliza qualquer hipótese de defesa por parte das forças de Katolis.

Kayla é uma jovem e inexperiente elfa, que entra no palácio e depara-se com os príncipes Callum e Ezran. Durante uma perseguição, o trio encontra o ovo de Avizandum, que se encontra na posse de Lord Viren. É nesta altura que resolvem unir esforços e devolver o ovo a Xadia, garantindo o fim do conflito.

Esta primeira temporada é muito interessante, introduzindo as várias fações e as respectivas agendas ocultas. A demanda dos três jovens vai ser dura e repleta de perigos, garantindo o desenvolvimento das personagens e lançando uma nova premissa, com o nascimento de Azymondias. Paralelamente, a missão vai ser ameaçada por Claudia e Soren, que a pedido de Lord Viren, são instruídos para localizar e eliminar o trio de heróis e impedir as tréguas no continente.

Marvels

O trigésimo terceiro filme da MCU traz-nos a sequela de Captain Marvel, integrando duas personagens provenientes da série Wandavision e Miss Marvel. A narrativa foca-se nos eventos que ocorrem após a destruição da Supreme Intelligence, que converte o planeta Hala num local inóspito.

O novo líder dos Kree, Dar-Benn opta por localizar e adquirir as Quantum Bands, que são essencialmente braceletes que detém um poder cósmico capaz de criar ruptura no tecido do espaço-tempo. O primeiro acto informa o espectador dos efeitos da utilização de uma das braceletes, criando problemas nos vários pontos de viagem intergaláctica, que afectam a SABER, a estação espacial onde Nick Fury monitoriza e mantém a paz na galáxia.

Adicionalmente, os poderes de Captain Marvel, Miss Marvel e Monica Rambeau estão interligados com a energia produzida pelas Quantum Bands, criando alguns momentos hilariantes, em que são teletransportadas para as coordenadas em que são activados os poderes. Há uma componente cómica, que caracteriza a MCU, que fica a cargo da família de Kamala e dos Flerken, convertendo-se num dos pontos altos deste projeto.

Dito isto, existem momentos menos positivos, mais especificamente a parte musical no planeta Aladna e o vilão, que nunca consegue ser particularmente convincente nas suas intenções. A sinergia entre as três personagens principais é competente mas, no global, Marvels é um filme mediano, que não se destaca face ao que foi lançado mais recentemente no universo da MCU.

Sem colocar spoilers, destaque para a derradeira cena, que menciona a criação dos Young Avengers e para a cena pós créditos, que pode servir de catapulta para a introdução dos X-Men na MCU. Para terminar, apenas salientar que prefiro o primeiro filme, embora reconheça que esta sequela pode vir a ser relevante para alguns eventos futuros que vão ocorrer na MCU.

Mediano
65%