The 100 T.5

A quinta temporada narra os eventos que ocorrem no interior do bunker, mais especificamente a ascensão de Octavia para Blodreina, a líder dos Wonkru. Adicionalmente, Bellamy e os restantes sobreviventes concluem o seu exílio de 5 anos a bordo da estação espacial.

Como é apanágio, temos a reintrodução de uma nova facção na narrativa, que desta vez fica a cargo da tripulação da Eligius IV, uma nave mineira em que mais de 300 prisioneiros foram preservados através do sono criogênico. O intuito dos prisioneiros, que são liderados por Charmaine Diyoza, passa por colonizar Shalow Valley, a única zona habitável do planeta Terra.

Escusado será dizer que Octavia e os sobreviventes do bunker têm a mesma intenção, o que irá resultar numa batalha sangrenta, em que existem as habituais traições e o instinto de sobrevivência primordial. Esta é sem dúvida a temporada mais violenta da série, assim como a mais sombria, com o recurso a soluções extremas.

Algumas personagens acabam por ter o seu arco de redenção, enquanto outras se transformam por completo em vilões, o que mantém a narrativa interessante. O final acaba por abrir uma premissa completamente distinta para a sexta temporada, por motivos que vou manter no anonimato. No entanto, confesso que fico entusiasmado para validar qual será a abordagem, dado que pela primeira vez temos algo manifestamente inesperado e que vai colocar à prova a criatividade dos argumentistas.

Farei um balanço final quando terminar as sete temporadas, mas diria que este é o ponto mais disruptivo, no que diz respeito a narrativa.

Aquaman and the Lost Kingdom

A sequela de Aquaman decorre quatro anos após os eventos do filme original. Arthur Curry converte-se no Rei de Atlantis e após o seu casamento com Mera, gera um herdeiro para o trono, Arthur Jr. O primeiro acto introduz um Aquaman frustrado com a burocracia real e os estigmas do passado, que continuam a impedir qualquer relacionamento com a superfície.

David Kane continua apostado em destruir o nosso herói, contando desta vez com a ajuda do Dr Shin. Numa expedição à Antárctida, Black Manta vai encontrar o Black Trident, que pertence ao Rei Kordax, soberano do sétimo reino dos Mares, dando início a um plano que visa aquecer o planeta e reavivar a cidade de Necrus. Para tal, Kane recorre à utilização de Orichalcum, um mineral que se encontra na posse de Atlantis, o que vai originar uma série de confrontos com Aquaman.

Este filme tem várias limitações, nomeadamente no que diz respeito ao (terrível) CGI, para além da polémica com Amber Heard, que foi consequentemente relegada para um papel secundário. A ausência de Vulko cria um vazio no que diz respeito ao papel de mentor, abrindo caminho para várias tentativas de humor, que raramente conseguem ter o efeito pretendido.

Sem relevar pormenores narrativos, o regresso de Orm é forçado mas acaba por ser o ponto mais positivo de um filme que fica muito aquém do seu predecessor. Compreendo que o reboot de James Gunn tenha tido um efeito devastador em todos os projetos mas Lost Kindgom merecia mais e melhor.

Se procuram entretenimento, esta é uma escolha possível mas apenas confirma a péssima fase da DC no que diz respeito a live action dentro do género de super-heróis. Termino apenas com uma nota de rodapé, que diz respeito à presença da portuguesa Jani Zhao, no papel de Stingray.

Mediano
62%

Badland Hunters

Nas últimas semanas tenho apostado no cinema coreano para o meu entretenimento cinematográfico. A escolha de hoje recaiu num cenário pós apocalíptico, numa zona adjacente de Seoul. Após um sismo de magnitude elevada, a grande maioria das cidades ficam reduzidas a escombros. A população local tem de aprender a viver com uma seca intensa e a consequente luta pela sobrevivência, em que impera a lei do mais forte.

A narrativa avança cinco anos e somos introduzidos a Nam-Sam, a personagem principal desta aventura, que tem como missão resgatar a jovem Han Su-na, que foi capturada pelas forças do Dr. Gi-su. A narrativa é simples e bastante previsível, apostando em muita ação e alguns momentos cómicos, sobretudo no primeiro acto. Paralelamente, somos confrontados com o plano plano maquiavélico do vilão, que procura uma forma de garantir a sobrevivência a humanidade, através de experiências me´dicas altamente questionáveis.

No que diz respeito ao elenco, destaque para a presença de Ma Dong-seok e An Ji-hye. que cumprem de forma competente as cenas de luta. A realização fica a cargo de Heo Myung-haeng, que é profundamente inspirado pelo género de artes marciais, garantindo um ritmo frenético que garante entretenimento.

Caso procurem o típico “filme pipoca”, esta é uma escolha fiável, garantindo 107 minutos de diversão. Este título encontra-se disponível em território nacional através da Netflix.

Mediano
62%