Warriors of Future

Em 2055, o planeta foi devastado por guerras, poluição e o inevitável aquecimento global, que causou danos significados na atmosfera. Em consequência, existem muitas mortes prematuras e uma panóplia de defeitos genéticos de nascença, o que leva à criação de cúpulas, designadas como Skynets, que protegem os habitantes das cidades.

A narrativa ocorre na Skynet B-16, que corresponde a Hong Kong, local fustigado pela queda de um meteorito que contém um organismo alienígena, denominado como Pandora, que cresce com a pluviosidade. Os cientistas determinam que a planta tem a capacidade de purificar o ar, embora esteja a expandir-se a um ritmo incontrolável e que irá acabar por consumir a cidade. A equipa da ASU, liderada pelo Dr Chan, descobre uma forma de alterar o genoma de Pandora, impedindo a sua expansão e garantindo a recuperação da atmosfera.

Tyler e Johnson Cheng, são os soldados encarregues de localizar a planta e injectar a fórmula do Dr Chang, numa missão que vai relevar-se desafiante. Ao bom estilo de Hollywood, existe um prazo de poucas horas para garantir o sucesso da missão e evitar o bombardeamento da cidade. Ao longo da narrativa vamos tendo algum desenvolvimento das personagens, com os inevitáveis sacrifícios, um sabotador interna  e muita ação. Warriors of Future é realizador por Ng Yuen-fai e garante entretenimento ao longo dos seus 100 minutos.

As interpretações são medianas, embora as cenas de ação estejam bem coreografadas e o CGI utilizado seja de qualidade aceitável. A narrativa é francamente previsível e repleta de clichés, mas para uma tarde de inverno é uma escolha sólida e que ajuda a passar o tempo.

Mediano
60%

Hit Monkey T.1

Baseado na BD da autoria de Daniel Way e Dalibor Talajić, temos disponível na Disney+ a versão animada. Ao longo de dez episódios, vamos conhecer a história de Bryce Fowler, um assassino profissional que é contratado para eliminar Ken Takahara, que está na corrida pela posição de Primeiro-Ministro do Japão.

Após concluir com sucesso a missão, é perseguido por um esquadrão de mercenários, culminando numa execução sangrenta no topo de uma montanha, em conjunto com uma tribo de macacos da neve. O único sobrevivente é um macaco que tinha sido expulso do clã, que ao constatar aquele massacre, utiliza as armas de fogo de Bryce para eliminar de forma brutal os assassinos.

Bryce Fowler permanece na forma de fantasma, convertendo-se no mentor de Hit Monkey, que passa a ter como missão localizar o responsável pelo ataque. Ao bom estilo da Marvel, a narrativa é completamente over the top e incrivelmente sangrenta, convertendo esta série numa recomendação imediata.

No que diz respeito a casting, contamos com nomes sonantes tais como Olivia Munn, George Takei, Fred Tatasciore e Jason Sudeikis. As personagens de Haruka, Ito e Akiko estão bem conseguidas, sendo igualmente de destacar a presença de Silver Samurai e Yuki, que terão um papel relevante no derradeiro episódio.

Vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que está muito fiel ao material original, que foi lançado em 2010. A animação é de elevada qualidade e Lady Bullseye converte-se na minha antagonista preferida desta primeira temporada. Apesar de existir um desfecho nesta aventura, as ações de Hit Monkey e Bryce vão ter consequências, que serão exploradas na segunda temporada, que deverá ser lançada em 2023.

Hit Monkey é inspirado no Agent 47, da franquia HitMan e garante entretenimento e algum humor, com desenvolvimento de personagens, o que é invulgar neste tipo de projeto. Fica sem dúvida a minha recomendação.

Os Filmes de 2023

A tradição é um pormenor fulcral deste espaço, motivo pelo qual vou partilhar os filmes que mais me entusiasmam para este ano. O primeiro projeto relevante é Quantumania, que estreia a 17 fevereiro, para a terceira aventura de Ant-Man e The Wasp.

Em 10 de março, temos o regresso de Ghostface, num projeto que conta com Jenna Ortega, Melissa Barrera, Jasmin Savoy Brown e o regresso de Hayden Panettiere. O mês em questão continua bastante forte, trazendo a sequela de Shazam, Fury of The Gods e o quarto filme da saga John Wick, que conta com Bill Skarsgard e Donnie Yen nos papéis principais.

Em abril, teremos a estreia do filme de animação de  Super Mario, no dia 7, que conta com as vozes de Chris Pratt, Charlie Day e Anya Taylor-Joy. Confesso que estou algo relutante mas o sucesso de Sonic deixa-me com optimismo moderado.

Dia 19 de maio chega Fast X ao cinema, que adiciona Jason Momoa e Brie Larson ao elenco, numa tentativa de fechar em bom nível uma franquia que está em evidente declínio. No dia 2 de junho deverá estrear a sequela de Into the Spider-Verse, um dos meus projetos mais aguardados do ano. No dia 9, Rise of The Beasts estreia e o trailer parece-me bem mais prometedor do que os últimos filmes de Michael Bay, que foi relegado para a função de produtor. Para fechar o primeiro semestre do ano, temos o filme a solo de The Flash, que conta com o polémico Ezra Miller no papel de Barry Allen.

Em julho, Harrison Ford traz-nos a derradeira aventura (Dial of Destiny) de Indiana Jones, que decorre em 1969 e que irá focar-se na  corrida espacial entre EUA e União Soviética. O mês continua com a primeira parte de Missão Impossível, Dead Reckoning, em que Ethan Hunt terá certamente mais uma missão repleta de desafios e imprevistos. No dia 28 de julho, temos a sequela de Captain Marvel, que conta com Ms. Marvel e Monica Rambeau, restando apenas saber qual a sua relevância para o futuro imediato da MCU.

Em agosto, teremos apenas um filme digno de registo, mais especificamente Blue Beetle, que nos traz a origem de Jaime Reyes. Após os eventos mais recentes na DC, duvido que este projeto tenha algum tipo de continuidade, embora essa seja uma decisão a tomar por parte de James Gunn.

No início de setembro, temos o regresso de Denzell Washington, no papel de Robert McCall, no terceiro filme de The Equalizer. O mês termina em grande com o quarto filme de The Expendables, que adiciona Iko Uwais e Andy Garcia ao elenco, para mais uma missão da equipa de Barney Ross.

Em outubro, Aaron Taylor-Johnson interpreta o meu vilão preferido de Spider-Man, Sergei Kravinoff, mais conhecido por Kraven The Hunter. Este projeto deixa-me entusiasmado e conta com Russell Crowe e Ariana DeBose no elenco. No penúltimo mês de 2023, temos a sequela de Dune, que muito provavelmente será o meu filme do ano e, para fechar novembro, teremos The Ballad of Songbirds & Snakes, a prequela de The Hunger Games, que conta com a participação de Rachel Zegler, no papel de Lucy Gray Baird.

Finalmente, o ano termina com a estreia de Lost Kingdom, no dia 25 de dezembro. Estou curioso para ver como será encerrado o ciclo de Jason Momoa no papel de Aqua-Man, numa narrativa que introduz o Dr Stephen Shin, Stingray (Jani Zhao) e Karshon (Indya Moore).

Como é apanágio, partilho alguns dark-horses em termos cinematográficos, que são essencialmente apostas pessoais que acredito poderem ser uma agradável surpresa. Para este ano, vou estar atento a Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves, que estreia a 31 de março e vai adaptar o famoso jogo de tabuleiro. O elenco conta com Chris Pine, Michelle Rodriguez, Justice Smith, Sophia Lillis, Regé-Jean Page e Hugh Grant, que vão tentar encontrar uma relíquia perdida.

A minha segunda escolha recai em TMNT: Mutant Mayhem, um filme de animação, baseado na série dos anos 90 e que será produzido por Seth Rogen e Evan Goldberg, Por último, estou muito curioso com 65, um thriller de ficção científica, produzido por Sam Raimi, que conta a aventura de um astronauta (Adam Driver) que de despenha no planeta Terra, na era pré-histórica, há precisamente 65 milhões de anos.

Como é evidente, vão existir surpresas agradáveis que não constam desta lista mas em termos cronológicos, estes são os projetos que atraíram a minha atenção para o ano de 2023, que ainda agora está no seu início. Caso tenham recomendações, convido-vos a utilizar a caixa de comentários para o efeito.