Wolverine

Este anime narra as aventuras de Logan no Japão, mais especificamente em Madripoor. Os dois primeiros episódios introduzem a premissa, que consiste num casamento forçado entre Mariko Yashida e Hideki Kurohagi.

Logan consegue localizá-la no Japão, com ajuda de um amigo da polícia, que acaba assassinado pelo sindicato do crime Kuzuryu. Tendo em conta o temperamento do nosso herói, é fácil depreender que pretende vingança e recuperar a sua amada Mariko. Temos uma primeira batalha entre Logan e Shingen Yashida, que termina de forma abrupta, por motivos que permaneceram por nomear, para evitar spoilers.

Posteriormente, temos a introdução de Yukio na narrativa, que se vai converter numa aliada, embora ostente uma agenda oculta. É nesta fase que são introduzidos novos antagonistas, mais especificamente Omega Red e Kikyo Mikage, que irão travar batalhas épicas com Logan. A segunda metade da temporada leva a ação para a ilha de Madripoor, revelando alguns segredos de Yukio e servindo de arena para duelos com as forças de Kurohagi.

Há algum drama familiar que envolve Koh, o líder da resistência local, para além da utilização de Vadhaka, um guardião milenar de Madripoor, que se encontra ás ordens de Hideki Kurohagi. 

Confesso que não sou o maior fã do look anime e do casting de voz, mais especificamente do tom utilizado em várias das personagens principais. A narrativa consegue ser algo previsível, nalguns aspectos, mas acaba por ser o mal menor de um projeto que tinha potencial para ser francamente melhor.

Caso sejam fãs desta adaptação de Logan e Silver Samurai, podem aceder a esta série através da Netlifx, mas não esperem algo memorável.

Cannon Busters

Baseado na obra de LeSean Thomas, este anime assume a tarefa de introduzir o  universo de Gearbolt, mais especificamente, as aventuras de Philly the Kid, um perigoso fora da lei que tem uma vantagem muito específica: imortalidade.

Os primeiros episódios apresentam, como seria expectável, as personagens principais, sem esquecer a sua origem e prioridades individuais. Samberry e Casey Turnbuckle são os andróides que irão acompanhar Philly na sua demanda por alcançar a fortaleza de Gara’s Keep. Existe uma agenda oculta, como é frequente, que consiste essencialmente em vingança, mas vou optar por não divulgar demasiados pormenores acerca deste ponto da narrativa.

Ao longo dos dozes episódios assistimos a situações hilariantes, que são resolvidas através de tácticas dúbias mas que alcançam o resultado pretendido. 9ine é uma das minhas personagens preferidas e acaba por ter um papel relevante no desfecho da temporada, bem complementado com a explicação  do motivo pelo qual a serie se intitula “Cannon Busters”.  Outro ponto interessante é Mora, uma fonte de poder, que ostenta uma ligação ao Principe Toji e a Locke, que é obcecado por desbloquear os seus segredos.

Em conclusão, destaco a qualidade da animação e o feel steam punk que combina com o universo criado. No entanto, em ponto algum desta primeira temporada consegui sentir uma ligação relevante ás personagens ou à narrativa que acompanhava.

Acredito que a minha experiência possa ser diferente da vossa, motivo pelo qual deixo ao critério dos leitores a escolha de investir neste dozes episódios iniciais de Cannon Busters, que ainda não tem confirmada uma segunda temporada.

Nintendo Switch: a minha opinião

No Natal de 2021, recebi de forma inesperada uma Nintendo Switch. Confesso que sempre me senti atraído pela mobilidade que este dispositivo confere, embora tenha optado por uma Xbox One, pelo simples facto de já conhecer o ecossistema e necessitar de um leitor de blu-ray.

Este artigo vai ser curto mas tem como função partilhar a minha experiência e ajudar quem estiver a considerar adquirir esta consola. Para mim, a componente mais relevante é a mobilidade e o desempenho, algo que a Switch consegue garantir a um nível muito elevado. Existem igualmente ports muito bem conseguidos e que “escondem” de forma quase perfeita a perda de resolução e frame rate.

Tem sido uma experiência fenomenal jogar títulos indie, tais como Huntdown, ou acelerar nas pistas de Hotshot Racing, sem esquecer igualmente os cl?ssicos da Nintendo, nomeadamente Mario Kart e Zelda. Sou o primeiro a admitir que tenho utilizado exclusivamente o modo portátil, apesar de ter recebido a dock. Nos dias que correm, a maioria dos utilizadores privilegia a performance gráfica e a resolução, o que é perfeitamente natural. Para quem se enquadra perfil, esta é claramente uma solução a evitar.

Mas, se como eu, preferem a jogabilidade e a componente de diversão, esta pode ser a solução ideal, dado que podem utilizar a caminho do trabalho, no sofá ou mesmo na cama, antes de concluírem um longo dia. Adicionalmente, existem promoções constantes na eShop, que vos permitem expandir a biblioteca sem grande investimento.

Para terminar, gostaria apenas de ouvir o vosso feedback acerca deste tema. São team Playstation, XBOX ou Nintendo?