Resident Evil: Final Chapter

A saga Resident Evil tem um lugar especial no meu coração, sobretudo pela recordações de adolescência que tenho dos jogos. No que diz respeito aos filmes, confesso que são um guilty pleasure, desde o original em 2002. Como tal, era imperativo ver o derradeiro capítulo da história de Alice, que procura a todo o custo derrotar a Umbrella Corporation e salvar a Humanidade.

A narrativa começa em Washington, após uma emboscada de Albert Wesker, que elimina a derradeira resistência humana, com excepção da nossa heroína. Quando tudo parece estar prestes a terminar, a Red Queen faz a sua aparição, informando Alice da existência de um antivirus capaz de salvar o (pouco) que resta do Mundo. Para tal, será necessário regressar à origem, mais concretamente a Racoon City, num prazo máximo de 48 horas.

É com esta premissa que se desenvolve Final Chapter, que conta com o regresso de Claire Redfield e Dr Isaacs, numa luta desenfreada contra o tempo. Temos as habituais cenas de acção over the top, zombies, traições e algumas explicações que tentam dar uma sensação de conclusão à franchise.

Torna-se difícil recomendar este capítulo final a quem não é fã da saga, apesar de ter uma estrutura suficientemente forte para ser visto por alguém que desconheça por completo os cinco filmes anteriores. O enredo faz pouco sentido e a narrativa é extremamente previsível, mas uma vez mais, consegue ser interessante graças à performance de Milla Jovovich. Relativamente a receitas de bilheteira, os resultados são modestos, mas a franchise deve atingir o bilião de dólares (total combinado dos 6 filmes).

Na minha opinião, é um dos capítulos mais fracos, mas fica a sensação de dever cumprido. Não vou colocar spoilers acerca do final, mas gostaria de ouvir a vossa opinião acerca de Resident Evil. São fãs? Gostaram da conclusão da saga? O que mudariam?

Daredevil T.2

A primeira temporada de Daredevil é, na minha opinião, a melhor de todas as séries de super-heróis, o que coloca sem dúvida a fasquia muito elevada. Talvez por esse motivo esta segunda temporada introduza a história de Frank Castle e Elektra, em detrimento do clássico embate entre vilão e herói.

Os primeiros seis episódios são quase dedicados na totalidade a Castle, explicando o seu ódio pelos gangs de Hell´s Kitchen e colocando os seus ideais e princípios em confronto com os de Matt Murdock.

A narrativa vai evoluindo, com o embate físico entre ambos os heróis e o consequente aprisionamento de Frank, que vai ser representado por Murdock & Nelson. Os episódios que estão associados ao julgamento são francamente muito bons e fazem a ponte para o aparecimento de Elektra, criando a  narrativa paralela para esta temporada.

Contem igualmente com a introdução de uma sociedade secreta, conhecida por “The Hand”, que tem ligações à Yakuza, assim como o regresso de algumas caras conhecidas da primeira temporada. De forma progressiva, vamos tendo conhecimento da sua história com Matt e as motivações de Elektra, nomeadamente os reais motivos por detrás do seu aparecimento e fazemos a ligação com a narrativa de Castle, o que melhora qualitativamente esta segunda temporada.

No entanto, o grande trunfo é mesmo o julgamento de Castle, com a sua condenação e consequente aprisionamento no mesmo estabelecimento onde se encontra Kingpin. Digo com frequência que um bom vilão representa 50% do necessário para uma série de sucesso e Wilson Fisk é uma personagem épica.

Apesar de entrar em apenas quatro episódios, o seu impacto é inegável, permitindo um final de temporada espectacular. Como sempre, vou evitar colocar spoilers, mas recomendo vivamente que acompanhem as aventuras de Matt Murdock.