One Punch Man T.2

Saitama está de regresso para dar continuidade à sua aventura. Esta temporada inicia com uma ida à mercearia, em que encontram King, o número 7 do ranking da classe S, dando início a um arco narrativo, que envolve momentos hilariantes e a criação de uma espécie de equipa em redor do nosso herói.

Paralelamente, é  introduzido Garou, um humano que se considera um monstro, iniciando uma caça aos super-heróis. O humor característico permanece inalterado, assim como as cena de ação verdadeiramente épicas. Parece-me importante realçar a presença de Fubuki, Tatsumaki, Mumen Rider, Metal Bat e Suiryu, que conferem alguma diversidade, através de sub-narrativas, em que as suas personagens são desenvolvidas.

O derradeiro episódio desta temporada coloca Silverfang Fang, Bomb e Genos num embate com Elder Centipede. Quando tudo parece perdido, King atrai o monstro para um frente a frente com Saitama, que o derrota facilmente. O momento mais interessante deste desfecho é o diálogo com King, que explica a importância da viagem, em detrimento do destino, numa clara metáfora que visa manter o nosso herói motivado, de forma a garantir a proteção dos habitantes de Z-City.

Na cena pós créditos, Phoenix Man explica a um derrotado Garou que o vai levar para ser apresentado a Orochi, o líder da Monster Association. One Punch Man é, inquestionavelmente um anime muito peculiar, que apresenta uma simbiose quase perfeita entre ação e comédia. O meu ponto preferido é o facto de Saitama, apesar de todo o seu poder, necessitar de ir conhecendo e aprendendo lições de vida com várias das personagens, que se convertem em amigos ou membros da sua equipa.

Doctor Who T.14

Após os eventos do especial de Natal, o novo Doutor dá início ás suas aventuras, contando com a jovem Ruby Sunday como a sua companheira de viagem. Os primeiros episódios garantem entretenimento e humor, lançando a premissa narrativa associada à identidade da mãe de Ruby.

No entanto, à medida que vamos avançando nos episódios, a qualidade começa a decair, terminando num fecho de temporada que, na minha opinião, fica bastante abaixo das minhas expectativas. Parece-me relevante salientar que existem ideias interessantes, nomeadamente a entidade “One Who Waits”, assim como o misticismo que envolve Ruby e a introdução de Rogue, um caçador de recompensas.

Mas, à semelhança de tantos outros projetos recentes, os argumentistas caem no erro de introduzir uma agenda inclusiva, que nada acrescenta à narrativa e que ofusca quase por completo os bons episódios que compõem esta temporada. Ncuti Gatwa tem bastante carisma, algo que faltou a Jodie Whitaker, mas que deve ser espontâneo e, na minha opinião, existem vários momentos forçados que não ajudam ao desenvolvimento da narrativa ou da personagem.

Dito isto, e como sou um optimista por natureza, vou dar uma nova oportunidade a Russell T. Davies. Diria que os fãs da série original e mesmo do reboot de 2004 estão algo alienados desta visão, que tem potencial para converter Gatwa num digno sucessor de Tennant, Smith e Capaldi, que foram de longe os melhores desta era moderna.

Caso pretendam acompanhar esta temporada, a mesma encontra-se disponível via Disney +. Para terminar, convido-vos a partilhar a vossa opinião e contrapor alguns dos argumentos que mencionei.

Time Trap

Hopper é um professor de Arqueologia que parte numa aventura para uma caverna, numa zona remota. Após alguns dias, dois dos seus alunos, Taylor e Jackie resolvem ir procurá-lo, receando o pior. Esta é a premissa de Time Trap, que assenta numa narrativa simplista e terrivelmente pouco credível.

Sem motivo aparente e demonstrando uma enorme irresponsabilidade, os dois jovens decidem levar a sua amiga Cara e dois menores, Veeves e Furby. A sua busca leva-os a uma saliência, em que encontram cordas de escalada, levando-os a tomar a decisão de descer para a caverna. Furby, o mais jovem da expedição, fica no topo, para vigiar e garantir a segurança dos restantes!

A parte mais interessante é precisamente o mistério temporal que envolve a caverna, motivo pelo qual não vou entrar em pormenores. Posso no entanto confirmar que Taylor, Jackie, Cara e Veeves vão encontrar desafios inesperados nesta aventura, que explora vários conceitos de ficção cientifica e de artefactos históricos.

Este é um filme low budget, sendo notória a falta de qualidade nas interpretações. Face à gravidade da situação e aos eventos traumáticos, a narrativa deveria conferir empatia face ao grupo de jovens, mas a realidade é bem distinta. Resolvi dar uma oportunidade a este projecto fruto de alguns artigos que enalteciam alguns dos seus pontos fortes, mas sou incapaz de recomendar este filme aos leitores do blog.

E o ponto mais deprimente é que Time Trap nem sequer alcança o nível dos filmes menos conseguidos de série B do SyFy.

Mau
55%