Thor: The Dark World

A sequela de Thor chegou finalmente ás salas de cinema e como fã convicto da Marvel não podia falhar. Confesso que fiquei algo preocupado com os trailers e com as sucessivas alterações a que o filme foi sujeito mas o facto de terem conseguido reunir o casting original fez-me ter fé em The Dark World.

A narrativa decorre essencialmente em Asgard, onde Thor continua a lutar pela paz. Loki encontra-se encarcerado e tudo parece correr pelo melhor, apesar de Jane Foster continuar na Terra. E é precisamente no nosso planeta que um raro alinhamento planetário vai convergir, algo que apenas ocorre a cada 5000 anos. O resultado prático desse fenómeno é a ausência de fronteiras entre os 9 reinos, o que se revela trágico para Jane Foster que acaba por ser “infectada” pelo Aether, uma força indestrutível que remonta aos primórdios da criação.

Christopher Eccleston é o líder dos Dark Elfs, uma raça que sobreviveu em estado de hibernação durante milénios, esperando pacientemente pelo reaparecimento do Aether. A partir deste momento o filme arranca em termos de acção, com batalhas épicas entre Asgardians e estes estranhos seres, com clara vantagem para Malekith, o vilão deste filme. Uma perda irreparável vai forjar alianças e traições inesperadas, com Thor e Loki a unirem esforços para combater e derrotar os Dark Elfs.

A batalha épica final vai decorrer no Planeta Terra, com o filho de Odin a ter de utilizar todos os seus recursos para salvar Jane Foster e os nove reinos. Sem colocar spoilers, posso confirmar que está assegurando um terceiro filme da saga, que vai certamente continuar a storyline desenvolvida em The Dark World.

Pessoalmente, gostei da experiência (2D) embora tenha ficado algo desiludido com a batalha final, que considero banal e sem grande interesse. O ponto mais forte é claramente o facto de terem mantido o elenco original e conseguirem equilibrar os momentos cómicos com a narrativa de forma quase perfeita. Mesmo assim, considero melhor o primeiro filme de Thor mas recomendo a sequela.

Não saiam da sala antes dos créditos finais, dado que temos 2 teasers (um para o Guardians of the Galaxy e outro para a sequela de Thor).

Gravity

Desde o momento em que vi o trailer deste filme que fiquei com enorme curiosidade. Hoje tive finalmente a oportunidade de o ver em IMAX 3D e posso afirmar com convicção que foi um sucesso. À primeira vista, Gravity representa um desafio enorme, dado que tem apenas quatro actores (sendo que um deles apenas dá a voz à torre de controlo de Houston), o que significa que as interpretações necessitam de ser muito convincentes. Nesse aspecto, Sandra Bullock e George Clooney são soberbos, com Ed Harris a complementar muito bem com a sua voz.

A experiência em IMAX permite ter aquele extra em termos de ambiente, com  os primeiros minutos de adaptação à constante movimentação da camera, simulando algo que decorre normalmente no espaço. A narrativa está longe de ser perfeita mas está repleta de monólogos fortes e que conseguem replicar a claustrofobia do espaço profundo, em todo o seu esplendor.

Sem divulgar spoilers, posso adiantar que a história envolve uma missão espacial de rotina, que acaba por se tornar numa tragédia, após os russos (sim, tínhamos de ter um cliché) terem detonado um satélite, criando um verdadeiro efeito dominó. Rapidamente os astronautas são informados que vários destroços vão na direcção do vaivém e que devem abortar a sua missão, algo que acaba por falhar redondamente. A partir daí somos colocados na primeira perspectiva de Ryan Stone e a sua luta pela sobrevivência, que implica chegar a uma cápsula de emergência, de forma a regressar ao Planeta Terra.

Gosto especialmente da forma como a narrativa consegue ser fluida, apesar de Gravity estar muito longe de ser um filme de acção. É bem provável que ajude o facto de ser um entusiasta de astronomia e de tudo o que está relacionado com o espaço mas não posso deixar de recomendar este filme. Não vai ganhar Óscares (EDIT: oops, parece que ganhou) mas vale bem a pena os 10 euros do bilhete para IMAX 3D.

Prisoners

Denis Villeneuve realiza um thriller bem conseguido e que envolve o rapto de duas jovens de uma pequena cidade norte-americana. O elenco é composto por Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Terence Howard e Maria Bello, para citar os mais conhecidos e no global não desaponta.

Estamos perante um enredo complexo e em que somos confrontados com personagens muito fortes do ponto de vista psicológico. No ar fica sempre sempre a expectativa de confirmar se estamos perante um único raptor, uma rede ou um grupo organizado, tal a quantidade de informação que temos para analisar.

Quase todas as personagens do puzzle apresentam traços característicos, tornando Prisoners numa experiência repleta de carga dramática e com um fim incerto. A natureza humana é levada ao extremo, sobretudo quando somos confrontados com situações de stress emocional, colocando a nú os sentimentos animalescos que continuam a coexistir em todos nós.

O suposto herói, interpretado por Jake Gyllenhaal é um mistério constante e a narrativa é construída de forma a não fornecer demasiadas pistas, obrigando o espectador a interpretar de forma individual o que se vai passando no grande écran. O final é sem dúvida interessante e cumpre essa premissa de interpretação livre.

No global, recomendo este filme, embora sinceramente tenha ficado com a sensação que 153 minutos são um exagero face ao que nos é apresentado. Mas Prisoners consegue ser um thriller inteligente, que cativa, sem entrar na violência visual que por vezes caracteriza o género.

Para quem já viu, sugiro que partilhe na caixa abaixo a sua opinião acerca do fim.