Injustice

A obra de Tom Taylor teve uma adaptação ao mundo dos videojogos e recebeu em, 2021 um filme de animação. Injustice mostra-nos uma realidade alternativa, em que um plano maquiavélico de Joker transforma por completo Super-Homem. A perda inimaginável que sofre altera por completo o seu comportamento, convertendo a Justice League num bastião para a manutenção da paz no Planeta.

Esta atitude cria uma cisão clara na equipa, criando duas fações, lideradas por Batman e Super-Homem e que vão alimentar a narrativa. Este filme representa apenas uma parte da história, não estando para já previsto uma sequela. Por esse motivo, diria que vale o investimento nesta adaptação, que apresenta um desfecho para esta aventura.

Vamos ter a oportunidade de assistir a batalhas improváveis entre membros da Justice League, assim como a algumas mortes brutais, numa visão muito pessimista do que seria ter um Super-Homem sem as restrições morais a que estamos habituados. O casting de voz está muito bem conseguido, com a presença de nomes como Justin Hartley, Anson Mount, Janet Varney, Faran Tahir e Gillian Jacobs.

Em termos de animação, a DC entrega um produto de qualidade, embora no meu caso em concreto, a experiência saiba a pouco, dado que apenas detalha uma parte reduzida do universo de Injustice. Por esse motivo, a minha nota final para este filme sofre um revés mas vale certamente a recomendação.

Mediano
67%

Army of Thieves

Após os eventos do filme original, vamos conhecer em pormenor a origem de Sebastian Schlencht-Wöhnert, mais conhecido por Ludwig Dieter. Estamos perante uma prequela, que tem início em Potsdam, com uma abordagem de Gwendoline, que propõe três assaltos, que implicam arrombar os míticos cofres de Hans Wagner.

Sebastian é um admirador e estudioso da obra de Hans Wagner, motivo pelo qual aceita sem hesitação. Somos igualmente introduzidos aos restantes elementos da equipa, mais especificamente Korina (hacker), Rolph (condutor) e Brad Cage (o braço armado). A narrativa incorpora alguns momentos humorísticos, mas é bem complementado com cenas de ação e desenvolvimento de personagens. Adicionalmente, temos menção ao surto zombie no Nevada e ao milionário Bly Tanaka, que são parte fundamental do primeiro filme.

A primeira missão ocorre em Paris, com o cofre mais acessível (The Rheingold), passando para Praga, com um nível de dificuldade acrescido com The Valkyrie, culminando em St. Moritz, com o lendário The Siegfried. O antagonista desta narrativa é o agente Delacroix, da Interpol, que por motivos pessoais, tem uma obsessão pela equipa.

O derradeiro acto, que irá terminar na cidade de Hallstatt, Austria, é o mais satisfatório, dando conclusão à aventura de Dieter, abrindo igualmente caminho para os eventos que irão ocorrer em Army of the Dead.

Saliento que esta aventura  é essencialmente focada nos assaltos, partilhando uma narrativa fluida, com personagens interessantes e que em ponto algum se foca no surto zombie.

Existe no entanto uma cena pós-créditos, que faz a ponte com o início da missão em Las Vegas.

Mediano
70%

Doctor Strange in the Multiverse of Madness

A sequela da aventura original apresenta ligações claras a WandaVision, mantendo a premissa de que o Darkhold corrompe qualquer mortal que o leia.

A cena inicial é fantástica, retratando uma versão de Doctor Strange, que é assassinado durante uma batalha com um demónio, que tenta usurpar os poderes de America Chavez. A jovem abre um portal para a nossa dimensão e acaba por ser resgatada por Wong e o Dr Steven Strange, que ficam responsáveis pela sua proteção. Adicionalmente, explicam à jovem que o seu poder único permite navegar pelo Multiverso, o que a converte num alvo para qualquer demónio ou vilão.

O nosso herói recorre a Wanda, no sentido de obter auxílio mas rapidamente conclui que é a responsável pelos demónios que atacaram America Chavez. A utilização do Darkhold “envenenou” a sua alma, convertendo-a na Scarlett Witch, uma poderosa feiticeira que pretende garantir a existência dos seus filhos em todo o Multiverso.

Existem muitos momentos de fan service ao longo deste filme, mas destaco o aparecimento dos Illuminati, na Terra-838, em que decorre uma boa parte da ação. Adicionalmente, a Christine Palmer desse universo converte-se igualmente numa das aliadas de Strange, que tenta desesperadamente localizar o Book of Vishanti, a única arma que lhe permite ter uma hipótese contra a Scarlet Witch.

Os multiversos estão muito bem retratados e nota-se o tom sombrio característico de Sam Raimi, que confere outra profundidade à narrativa. As cenas de ação são soberbas e o aparecimento de algumas personagens icónicas vai certamente fazer-vos sorrir. Apesar de existir alguma ligação a WandaVision e What If, não é estritamente necessário terem conhecimento dessas séries para apreciar os desenvolvimentos.

O desfecho final é satisfatório, embora me pareça em certa medida genérico e algo repetitivo. No entanto, considero-o superior ao original, lançando várias premissas interessantes para o que poderá ser a quarta fase da MCU. Contem com duas cenas finais pós-créditos, em que temos a introdução de Clea, que para quem não tem conhecimento, é uma personagem fundamental de Dr Strange.

Bom
78%