Reminiscence

No futuro, a cidade de Miami foi parcialmente coberta de água, com temperaturas extremas durante o dia. Adicionalmente, a sociedade vive maioritariamente no período noturno, sustentada por uma hierarquia social em que os ricos possuem as terras habitáveis.

Nick Bannister e a sua empregada, Watts, operam um negócio que consiste em revisitar memórias passadas. Adicionalmente, essa tecnologia permite-lhes igualmente ajudar as autoridades com investigações, o que será relevante para a narrativa.

Sem divulgar pormenores, a aventura inicia quando uma cliente, Mae, solicita uma viagem ao passado para encontrar as chaves de casa. Durante essa regressão, ficamos a saber que a estranha cliente é uma cantora num clube nocturno, o que inicia uma ligação invulgar com Nick.

Ao longo do primeiro ato, acompanhamos a relação de ambos, até ao dia em que Mae desaparece misteriosamente. A partir desse momento, Nick inicia uma investigação, que o vai levar a conclusões inesperadas, colocando em causa tudo aquilo em que acredita. Vamos ter a inclusão de um barão da droga, Saint Joe, que aparenta ter ligações a Mae, assim como uma conspiração que envolve personagens inesperadas, mas que são lentamente introduzidas na narrativa.

Reminiscence está longe de ser brilhante mas tem os seus momentos e, na minha opinião, consegue garantir entretenimento. A minha principal crítica está na duração (excessiva) , embora o elenco e as interpretações sejam competentes.

Mediano
70%

Monster Hunter

Um dos meus dark horse para 2021 foi esta adaptação de mais um clássico da CAPCOM. Tendo em conta o género e a sua fraca taxa de sucesso, optei por entrar com expectativas muito baixas para este projeto.

A adaptação é extremamente livre e foca-se na Capitã Artemis, uma capitã dos Rangers que está numa missão de salvamento das Nações Unidas. Uma estranha tempestade transporta a sua equipa para outro planeta ou dimensão, apelidada de New World, em que estranhas criaturas estão no topo da cadeia alimentar.

O primeiro acto é repleto de ação e mostra a dizimação dos Rangers, cujos sobreviventes acabam por ser aprisionados por uma clã Nerscylla, que são essencialmente gigantescas aranhas. Paralelamente, somos introduzidos a outro sobrevivente deste planeta, que, de forma relutante, acaba por formar uma parceria improvável com a Capitã Artemis, no sentido de derrotar Diablos, um estranho monstro que habita nas areias do planeta.

Monster Hunter, na minha opinião, não consegue ocupar aquela posição de guilty pleasure, apesar do terceiro acto estar repleto de ação. Diria que a adaptação não favorece a narrativa, tornando a experiência algo monótona e com poucos momentos em que nos identificamos com as personagens. Adicionalmente, o CGI em alguns pontos é francamente terrível, o que faz pouco sentido face ao orçamento de 60 milhões.

O acto final introduz Gore Magala e Wyvern, numa batalha épica na Sky Tower, em que os nossos heróis tentam derrotar o monstro e garantir que a Capitã Artemis regressa ao seu planeta.

Existem algumas cenas “típicas” de Paul W.S. Anderson, que tentam lançar a premissa para uma sequela, que não vai garantidamente ocorrer, face ao terrível resultado de bilheteira. Milla Jovovich, Ron Pearlman e Tony Jaa não são motivo suficiente para tornar este filme numa experiência agradável e que consiga recomendar. Confesso que as minhas apostas para 2021 se revelaram verdadeiras desilusões, mas acredito que este mês o cenário pode ser bem diferente.

Mediano
60%

The Adam Project

A Netflix continua a criar conteúdo próprio, recorrendo a nomes importantes da indústria cinematográfica. O mais recente projeto narra os eventos de Adam Reed, um piloto que viaja do ano de 2050, para uma missão de resgate. Inadvertidamente, os seus cálculos colocam-no em 2022 e em contacto direto com a sua versão de 12 anos.

Ao bom estilo de Ryan Reynolds, há uma componente humorística que funciona bem e converte este filme numa experiência agradável. Na minha opinião, a interação entre os dois Adam é o ponto mais alto do filme, que tenta humanizar as personagens e justificar as suas decisões.

Paralelamente, temos a componente de ficção científica, que complementa muito bem o segundo acto, em que temos muitas cenas de ação. O elenco é de peso, contando com nomes como Ryan Reynolds, Mark Ruffalo, Jennifer Garner e Zoe Saldana, embora o meu destaque vá para Walker Scobell, que interpreta a versão mais jovem de Adam.

A vilã desta aventura é Maya Sorian, a líder do futuro distópico que controla o Mundo em 2050. A missão de Adam passa por destruir a capacidade de viajar no tempo, contando para isso com a ajuda do seu Pai, que foi o criador do algoritmo necessário para o efeito.

O terceiro ato é satisfatório, com uma cena de ação num acelerador de partículas, em que os nossos heróis são forçados a tomar decisões fundamentais para o futuro da Humanidade. The Adam Project está longe de ser brilhante e tal como todos os filmes que associados à temática de viagens no tempo apresenta lacunas na narrativa, mas, no global, é um filme que garante entretenimento.

Por esse motivo, fica a minha recomendação e, caso pretendam, convido-vos a partilhar a vossa opinião na caixa de comentários.

Mediano
72%