Justice Society: World War II

A WB continua a apostar forte nos filmes de animação, sendo este o mais recente projeto. O primeiro ato apresenta-nos uma Europa consumida pela guerra e um Fuhrer obcecado em localizar artefactos mágicos, com o intuito de criar a derradeira arma de conquista mundial. Do lado dos EUA, o Coronel Steve Trevor torna-se o responsável por uma equipa de super-humanos, composta por Black Canary, Hawkman, Hourman, Jay Garrick e Wonder Woman, que tem a designação de Justice Society.

A narrativa alterna com os tempos modernos, em que acompanhamos uma batalha entre Super-Homem e Brainiac, que acaba por ter a intervenção de The Flash. Numa tentativa de salvar o Homem de Aço de uma bala de kryptonite, Barry ativa pela primeira a Speed Force, sendo catapultado no tempo, para uma era em que a Justice Society se encontra na França, em guerra aberta com os nazis.

Seguem-se gloriosas cenas de ação, que culmina com o salvamento de Steve Trevor, cortesia de Allen e Jay Garrick. Após alguma relutância inicial, a equipa aceita a presença do velocista do futuro e seguem para uma missão secreta, na tentativa de localizar Doctor Fate, que aparenta ter a resposta para os eventos ocorridos.

Estou deliberadamente a omitir vários pormenores narrativos que são importantes, mas contem com a presença de AquaMan e The Advisor, que terão um papel relevante no desfecho desta aventura. A animação está bem conseguida, com alguns twists narrativos que funcionam bem e conferem alguma imprevisibilidade para o terceiro e derradeiro ato.

O casting é soberbo, com destaque para Stana Katic, Matt Bomer, Christopher Diamantopoulos e Omid Abtahi, que acrescentam dinamismo e qualidade ao projeto final. Justice Society é um filme muito competente, ao nível do que a DC nos tem habituado e é uma recomendação clara da minha parte.

Mediano
70%

A Quiet Place 2

Há cerca de três anos fui agradavelmente surpreendido com uma narrativa cativante, centrada na família Abbott e que terminou num impasse colossal.

Esta sequela começa por dar algum enquadramento acerca da chegada destas estranhas criaturas ao nosso Planeta, retomando posteriormente aos eventos que ocorrem no derradeiro ato do primeiro filme.

Evelyn tenta garantir a sobrevivência da sua família, mas um incidente que envolve o seu filho Marcus, força-a a realizar uma inesperada viagem à cidade, para obter antibióticos. Paralelamente, existe o reencontro com Emmett, um amigo de longa data e sobrevivente, que será fundamental para esta aventura.

Gosto particularmente do primeiro ato, que combina perfeitamente a componente de narrativa e ação. As interpretações continuam a ser francamente boas e o facto de existir um orçamento superior permite a integração de cenas mais ousadas em termos de CGI e uma expansão do mundo que conhecemos.

Concluímos que a invasão foi global e tomamos conhecimento de uma fraqueza relevante das criaturas, que será explorada no ato final do filme. Pelo meio, somos confrontados com uma sociedade em colapso, em que apenas sobrevivem os grupos mais fortes, que pilham e subjugam os mais indefesos.

O terceiro ato transporta-nos para uma zona que não foi afetada pelas criaturas, algo que muda radicalmente com a chegada de Emmett e Regan. O desfecho final é aberto, estando previsto um terceiro filme, que continuará a detalhar a batalha da família Abbot. Com a ajuda de Emmet e uma nova forma de expansão da frequência sonora, a probabilidade de sucesso aumenta significativamente, abrindo uma série de oportunidades para a terceira aventura.

Para concluir, aproveito para recomendar este filme, que está muito bem conseguido e beneficiou da adição do fabuloso Cillian Murphy, que complementa muito bem Emily Blunt e Millicent Simmonds.

Bom
78%

Black Widow

O cenário de pandemia atrasou significativamente o lançamento da quarta fase de MCU, assim como a primeira aventura isolada  de Natasha Romanoff, mais conhecida por Black Widow. Este é o vigésimo quarto filme lançado pela Marvel, que ocorre após os eventos de Civil War e vai centrar-se no passado da nossa heroína, que está repleto de fantasmas e arrependimento.

Os primeiros quinze minutos são fantásticos, apresentando as personagens de Alexei Shostakov e Melina Vostokoff, que são agentes russos infiltrados no Ohio. Para tornar o seu disfarce ainda mais real, fazem-se acompanhar de Natasha e Yelena Belova, para simular uma típica família americana. Após serem descobertos, temos uma soberba cena de ação que retrata a fuga para Cuba, onde vão ser recebidos pelo General Dreykov,  o vilão desta aventura.

Yelena e Natasha são separadas nessa fase, sendo levadas para o Red Room, onde vão concluir o seu treino. Tomamos igualmente conhecimento dos eventos de Budapeste, algo que tem sido mencionado desde o primeiro filme dos Avengers e a missão que garantiu a entrada de Black Widow na SHIELD.  Como habitualmente, vou evitar os spoilers mas posso adiantar que este filme é repleto de ação, com cenas surreais, bem ao estilo de Missão Impossível e que são bem complementados pelo humor de personagens como Red Guardian e Yelena Belova.

Contem com vários twists na narrativa e o aparecimento de Taskmaster, que é uma personagem icónica na BD mas que sofre uma adaptação inesperada na MCU, o que vai certamente criar algum ruído no feedback dos fãs. A primeira luta entre Black Widow e Taskmaster é fenomenal, assim como a forma como Natasha acaba por derrotar Dreykov.

O ato final , sem surpresa, está carregado de ação, com a libertação das Black Widow da base de Dreykov, que eram controladas através de lavagem cerebral e uma feromona, assim como a obtenção de um drive com a localização das restantes agentes espalhadas pelo Planeta. O filme termina com Natasha a obter um Quinjet, para retomar os eventos que correm após Civil War, com a libertação dos Avengers que estão prisioneiros.

Há uma cena pós créditos, que lança a premissa para a próxima série da Marvel, Hawkeye, que envolve a Condessa Valentina Allegra de Fontaine e Yelena Belova. No global, Black Widow é um filme competente, repleto de ação e com personagens cativantes, mas que, no global, não avança ou acrescenta algo de relevante para o futuro imediato da MCU. É no entanto uma aventura que não devem perder, sobretudo para os fãs de Natasha Romanoff.

Bom
75%