Os Filmes de 2021

O ano de 2020 mais parece um guião de Hollywood, mas a realidade é que estamos num novo ano e a esperança renasce no sentido de alcançarmos dias mais tranquilos. Como referi em diversas ocasiões, é importante manter a tradição, pelo que está na altura de partilhar os projetos cinematográficos mais relevantes para este ano, na minha modesta opinião.

Em abono da verdade, grande parte desta lista tem estado em hiato desde 2020, precisamente pelo facto dos cinemas estarem encerrados. O ponto positivo é que a maior parte das estreias estão previstas para salas de cinema, em detrimento de serviços de streaming.

2021 inicia de forma calma, mas a 26 de fevereiro temos a estreia de The King´s Man, com Ralph Fiennes, uma prequela da franchise Kingsman, que decorre na 1ª Grande Guerra Mundial. Em março, Eddie Murphy está de regresso, interpretando o Prince Akeem, numa sequela muito aguardada do clássico dos anos 80. Neste caso em específico, o filme estará disponível apenas via Amazon Prime Video.

A 23 de abril, temos finalmente a estreia de No Time to Die, o último filme de Daniel Craig como James Bond. Confesso que o trailer está interessante mas o projecto coloca-me algumas reservas, tendo em conta a mudança de realizador e constantes adiamentos da estreia, por motivos não relacionados com a pandemia.

No mesmo dia, fica disponível a sequela de A Quiet Place, que irá retomar a narrativa precisamente no ponto em que o primeiro filme terminou. E se estão recordados, a missão de Evelyn Abbot não se antevê particularmente fácil, num ambiente hostil e repleto de monstros!

No dia 7 de maio temos finalmente um filme da Marvel, mais especificamente Black Widow. Confesso que este hiato da MCU foi útil e renovou o meu interesse por uma narrativa que promete ação e que incluirá personagens como Red Guardian, Taskmaster e Thaddeus Ross, entre outros. Confesso que estou muito curioso para saber qual o papel reservado a Yelena Belova, que na BD acaba por assumir o manto de Black Widow, após a morte de Natasha Romanoff. Ah e espero que finalmente nos expliquem o que aconteceu em Budapeste!

Ainda em maio, mas no dia 21, chega aos cinemas Godzilla vs Kong, um projeto que me entusiasma, embora possa revelar-se um fail de promoções épicas. Não sou o maior fã do caminho seguido em King of Monsters mas, estou disposto a dar o benefício da dúvida a este projecto. Para terminar o mês, temos a estreia do novo filme da saga Fast and The Furious, que conta com a participação de Charlize Theron e John Cena. Contem com a habitual dose absurda de ação e pouca narrativa, num ritmo absolutamente frenético.

Em junho, a primavera termina com a chegada de Jurassic World: Dominion, que junta Bryce Dallas Howard e Chris Pratt com os actores da trilogia original, mais especificamente Laura Dern, Sam Neill e Jeff Goldblum. Espero sinceramente não ficar desiludido com este filme, que promete ser a cereja no topo do bolo!

Chegamos finalmente ao Verão, com a estreia, a dia 25 junho, de Venom: Let There Be Carnage, que é realizado por Andy Serkis e conta com Tom Hardy e Woody Harrelson nos papéis de Venom e Carnage, respetivamente.

Julho conta com algumas estreias, das quais destaco Uncharted, no dia 6 e Shang-Chi and the Ten Rings, no dia 9. Tom Holland vai interpretar o papel de Nathan Drake, o que me deixa num misto de curiosidade e cepticismo. No que diz respeito à MCU, estou ansioso para saber como vão integrar esta personagem na quarta fase, sobretudo porque é um herói perito em artes marciais, algo pouco explorado até ao momento.

Vamos ter necessidade de aguardar alguns meses para que Dune chegue ás salas de cinema, algo que irá ocorrer no dia 21 de outubro. A minha expectativa sobre este filme é enorme, sobretudo pelo fantástico elenco, onde destaco Oscar Isaac, Dave Bautista, Jason Momoa, Javier Barden, Josh Brolin e Stellan Skarsgard.

No dia 5 de novembro temos mais um filme da Marvel, Eternals, que alia um elenco de luxo a uma narrativa que espero, venha a criar as fundações para a entrada dos X-Men na MCU. E este é o cronograma definido para 2021, um ano que todos esperamos que venha a marcar o regresso a alguma normalidade.

Para terminar este artigo, quero apenas partilhar os meus dark-horses. Este ano as minhas escolhem recaem em Monster Hunter, a adaptação de Paul W.S.Anderson do clássico jogo da CAPCOM, que conta com Milla Jovovich, Ron Perlman e Tony Jaa nos principais papéis.

A 23 de junho, estreia The Tomorrow War, um filme de ficção científica que conta com a participação de Chris Pratt e  que tem uma premissa interessante: recrutar soltados do passado para impedir uma invasão extra-terrestre. A minha derradeira escolha cai em Snake Eyes, que nos traz de volta o universo GI Joe, embora focado especificamente numa das personagens mais icónicas da franchise.

Como sempre, incentivo-vos a opinar e partilhar as vossas opiniões e quem sabe, os dark horses que definiram para este ano de 2021. Acima de tudo, que seja repleto de bom cinema e muita normalidade!

The Midnight Sky

George Clooney é o realizador e figura principal deste projeto Netflix, que se baseia na obra de Lily Brooks-Dalton. O Dr Augustine Lofthouse é um cientista que se encontra no Ártico, no ano de 2049,  quando um estranho evento apocalíptico ocorre no Planeta, irradiando o ar e forçando a raça humana a refugiar-se no subsolo.

Apesar da temática inerente de ficção científica, The Midnight Sky é um relato pessoal de um dos últimos sobreviventes da superfície do Planeta, que tenta desesperadamente alertar a tripulação da nave espacial Aether, a única e derradeira missão ativa da NASA, que se encontra de regresso à Terra após uma missão de dois anos na lua K-23, de Júpiter.

Ao longo da narrativa ocorrem diversos flashbacks, que servem para apresentar as personagens, embora o foco principal seja efetivamente o Dr Lofthouse. A bordo da Aether, os astronautas não têm qualquer conhecimento do evento e realizam as suas tarefas diárias, até uma avaria os desviar da trajectória, o que implicará algumas decisões complexas e que colocarão a sua segurança em causa.

Na estação do Ártico, Augustine acaba por encontrar uma menina de nome Iris, que se perdeu aquando da evacuação e aparenta não conseguir falar. Lentamente, a relação entre ambos vai evoluindo, servindo de redenção para Augustine, que claramente tem muitos remorsos pela forma como lidou com a sua filha no passado.

A narrativa alterna entre a missão da Aether e a corrida contra o tempo no Ártico, dado que o Dr Lofthouse toma a decisão de viajar até a uma estação meteorológica com capacidade de contactar a tripulação e impedir a sua entrada na atmosfera.

No global, o filme está bem conseguido e tem uma metáfora inerente, que faço questão de manter no anonimato. No que diz respeito a interpretações, George Clooney, David Oyelowo, Felicity Jones, Caoilinn Springal e Kyle Chandler são bastante competentes, apesar da narrativa ser algo previsível.

No entanto, posso assegurar que The Midnight Sky é uma sugestão a ter em conta para quem aprecia ficção científica focada na narrativa e nas emoções humanas da constante luta pela sobrevivência.

Mediano
69%

Suicide Squad: Hell to Pay

O trigésimo primeiro filme da DC Animated Movie Universe narra os eventos inerentes a uma missão do Suicide Squad, que é liderado por Deadshot. O primeiro acto apresenta-nos a Task Force X, composta por Deadshot, Vertigo, Punch e Jewelee, que é encarregue de recuperar dados secretos que estão na posse de Tobias Whale. Apesar de bem sucedida, a missão tem um final trágico, com algumas baixas na equipa, em resultado de uma traição.

A narrativa avança para Gotham City, com o rapto do Professor Pyg. Paralelamente, descobrimos que Amanda Waller foi diagnosticada com uma doença terminal e que a Task Force X foi reactivada, embora com novos elementos: Harley Queen, Captain Boomerang, Killer Frost, Copperhead e Bronze Tiger. A liderança permanece a cargo de Deadshot, que recebe instruções para localizar Steel Maxum e recuperar uma carta mística conhecida como “Get Out of Hell Free”.

A disfuncional equipa inicia a sua missão num clube de strip, onde localizam o seu alvo. No entanto, estão longe de ser os únicos interessados na carta, sendo atacados por Zoom, Silver Banshee e Blockbuster. Após uma batalha difícil, acabam por conseguir escapar, descobrindo mais tarde que Maxum foi em tempos possuído por Nabu, tornando-se no Doctor Fate. A carta tem uma importância significativa dado que, em caso de morte, permite ao seu portador passar diretamente para o Céu, independentemente dos actos cometidos.

Para complicar ainda mais a missão, temos uma terceira facção interessada, liderada por Vandal Savage, que conta com a sua filha Scandal e Knockout na fileiras. Segue-sem novas batalhas e algumas ações que irão ter consequências vitais na narrativa. Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas preparem-se para traições, confrontos inesperados e algumas surpresas, sobretudo no que diz respeito a Zoom, Killer Frost e Bronze Tiger.

Hell to Pay tenta ser uma história de redenção, com várias personagens em busca da carta que pode “apagar” o seu passado e garantir a entrada no reino do Céu. Existem alguns momentos cómicos, quase todos da autoria de Harley Queen mas diria que a personagem principal é Deadshot, que se vê confrontado com o dilema de não cumprir o seu código de ética para ser livre.

O casting está bem conseguido, com destaque para Christian Slater, Tara Strong e Vanessa Williams. Está longe de ser um filme brilhante mas garante entretenimento e tem algum fan service.

Mediano
65%