Top 5 – 2019

O derradeiro ano desta década fica marcado pelo final da saga Star Wars, que lamentavelmente, acabou por não ter o impacto esperado. Por outro lado, a maior surpresa foi sem dúvida Joker, que está merecidamente no TOP 3 desta lista.

Alguns dos projetos que antecipei como prometedores, acabaram por ficar aquém das expectativas, por motivos distintos, o que resultou numa lista distinta face à minha ideia inicial. Há alguns dias atrás, partilhei os filmes que se poderão destacar em 2020 mas, para terminar, deixo-vos o TOP 5 deste ano que terminou.

Como sempre, convido-vos a partilhar a vossa opinião e respetiva lista, caso pretendam.

Os Filmes de 2020

Em 2012 iniciei a tradição de partilhar as estreias cinematográficas para o ano que se avizinha. Como tal, eis as minhas escolhas para 2020, que promete ter muitos blockbusters, apesar de ter ficado pouco convencido pela grande maioria dos trailers.

Janeiro não apresenta projetos que me suscitem interesse, mas podem contar com a estreia de The Grudge e Bad Boys For Life, entre outros. Em Fevereiro, chega finalmente Bloodshot, baseado na obra da Valiant Comics. A premissa é de ficção científica, mais especificamente um super soldado (praticamente indestrutível), que tenta descobrir quem é na realidade. Tenho noção que é um cliché mas tem potencial para ser um filme de referência.

Em Março, chega a sequela de A Quiet Place, que retoma os eventos que ocorrem no acto final do filme. Estou francamente entusiasmado e acredito que venha a constar na minha lista de melhores filmes para 2020. No final do mês, chega igualmente a versão live action de Mulan, que promete ser épico. Confesso que foi dos poucos trailers que me convenceu e tem o potencial para ser um enorme sucesso.

Em Abril, temos finalmente a estreia de No Time To Die, na aventura final de Daniel Craig como James Bond. Tendo em conta as dificuldades em concluir este projeto, tenho as expectativas baixas mas é uma ida obrigatória ao cinema.

Maio traz-nos a aventura standalone de Black Widow, passado após os eventos de Civil War e que terá certamente muita ação. A Marvel raramente falha em termos de MCU, pelo que fico a aguardar com expectativa moderada. Ainda no mês em questão, temos a incontornável estreia de Fast and Furious 9, que é sempre um filme divertido e com ação non-stop.

Junho traz-nos a estreia da sequela de Wonder Woman, que poderá servir de reboot para o Universo DC em termos cinematográficos. Após ter visto o trailer e com base no que tenho lido, tenho dúvidas que Gal Gadot seja suficiente para tornar este filme memorável.

Segue-se um longo hiato, que termina em Novembro, com o lançamento de Eternals, da Marvel. Estou convicto que a fase 4 vai ser muito focada no Universo Cósmico, o que abre a possibilidade de termos personagens épicas como Silver Surfer, Galactus e Annihilus, para citar os mais relevantes. Tenho perfeita noção que excluí Ghostbusters AfterLife e Top Gun Maverick desta lista mas a realidade é que não acredito que venham a ser bons filmes, apostando sobretudo no factor nostálgico. Mas confesso que adoraria estar errado nesta afirmação.

O ano de 2020 termina com Godzilla vs Kong, o que me deixa algumas reservas, embora possa ser fantástico e Uncharted, que tem o potencial para ser a melhor adaptação cinematográfica de um jogo. Antes de terminar, quero cumprir igualmente outra tradição, elegendo os meus dark horses, que são essencialmente apostas pessoais.

As escolhas recaíram em Monster Hunter, uma adaptação do jogo da Capcom, que conta com realização de Paul WS Anderson e Milla Jojovich no papel principal. Duvido que seja brilhante mas pode vir a converter-se num novo Starship Troopers (o primeiro filme apenas).

A minha segunda escolha é Dune, baseado na obra do incontornável de Frank Herbert, que será realizado por Denis Villeneuve e que conta com um elenco de peso (Javier Bardem, Josh Brolin, Oscar Isaac, Jason Momoa, Stellan John Skarsgård).

Por último, elegi GI Joe Snake Eyes, o filme que vai apresentar-nos a história de origem desta personagem. É muito provável que não seja um sucesso mas tem potencial para ser uma agradável surpresa. Caso tenham sugestões ou preferência por outros filmes, utilizem a caixa de comentários para partilhar a vossa opinião. Desejo-vos um excelente 2020, repleto de cinema de qualidade!

Star Wars – The Rise of Skywalker

Três anos após a estreia da nova trilogia, este arco da narrativa chega à sua conclusão. O caminho seguido por Rian Johnson, em The Last Jedi foi tudo menos consensual, o que acabou, na minha opinião, por condicionar as decisões de Rise of Skywalker.

Começo por dizer que há muito fan service, com alguns regressos da trilogia clássica e uma participação especial, numa cena com Kylo Ren. A minha maior dificuldade com esta trilogia é o facto de pouco ou nada acrescentar ao universo em questão, embora a Disney tente (desesperadamente) fazer-nos acreditar que representa o final de uma saga épica.

Como sempre, vou evitar os spoilers mas posso adiantar-vos que não fiquei convencido com a decisão de converter (novamente) Palpatine no vilão principal, em detrimento de Snoke, que é das mais personagens mais enigmáticas desta nova trilogia. O caminho seguido para Rey e Kylo Ren é igualmente extraordinariamente previsível, com clichés e uma narrativa que evitar dar grandes explicações sobre temas relevantes.

Temos a adição de algumas personagens com carisma (Babu Frik, D-O e Zorii Bliss) e a presença esporádica dos clássicos (Lando, Leia e mesmo Luke) que conseguem elevar claramente a qualidade do filme. Confesso que fiquei preocupado com o primeiro acto, que é sustentado unicamente por cenas de ação e a necessidade de explicar o que aconteceu após The Last Jedi.

O segundo acto melhora substancialmente, influenciado pela presença de Poe e Finn, que são claramente as minhas personagens preferidas desta trilogia. Volto a frisar que aprecio o fan service e as pequenas pérolas que vão estando presentes, mas fico com a nítida sensação que JJ Abrams utiliza este filme para corrigir muitos dos erros cometidos no anterior, limitando os caminhos que poderiam e deveriam ter sido seguidos.

Como fã de Star Wars, anseio pela expansão da narrativas e dos arcos mas esta nova trilogia não me convence minimamente. Aliás, sou da opinião que sem a presença das personagens clássicas, estes filmes seriam uma desilusão completa, o que nunca é positivo. Kylo Ren consegue ser um vilão fantástico, sempre que tem o capacete colocado e Rey é uma personagem interessante mas que não consegue elevar o filme ao patamar seguinte.

Como referi, ficam inúmeras questões por responder mas no acto final, The Rise of Skywalker consegue ser competente. Mas ao analisar a trilogia, como um todo, torna-se difícil encontrar uma consistência de narrativa, ficando claramente a sensação de três filmes distintos, o que me leva a dar uma nota final bem mais baixa do que gostaria.

Espero que exista um hiato no universo Star Wars, no que diz respeito a filmes. Acredito que as séries serão o futuro imediato da saga, o que me leva a crer que existirá tempo e vontade para criar novas narrativas, que complementem este arco, como sucede à data com The Mandalorian.

Para terminar, convido-vos a partilhar a opinião. Qual é o vosso feedback acerca do filme?

Mediano
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