Skyscraper

Este filme começa com um breve enquadramento da personagem de Will Sawyer, um antigo agente do FBI, especialista em infiltração e operações especiais, que se vê numa situação de reféns que corre da pior forma possível.

A narrativa avança alguns anos e mostra-nos um homem de família, que recuperou do incidente e que se dedica a fazer auditoria/assessoria de segurança para arranha-céus. O maior desafio da sua carreira ocorre na China, local onde se encontra a ser construído o maior edifício do Mundo, pelo magnata Zhao, que pretende torná-lo no mais mediático e seguro da História.

No topo desta obra de engenharia, foi criada uma estrutura, de nome Pearl, que alberga tecnologia de ponta e que se vai relevar fundamental na narrativa criada em redor de Skyscraper. Sem colocar spoilers, posso adiantar que Sawyer vai ser envolvido numa trama, que envolve crime organizado e que vai deixar a sua família presa num edifício em chamas.

Diria que há uma inspiração clara no clássico Towering Inferno, com uma pitada de Die Hard nalgumas ideias. Está longe de ser uma produção memorável mas consegue entreter-nos, apesar de ter uma narrativa algo previsível.

Dwayne Johnson volta a ser muito competente e foi interessante rever Neve Campbell, num filme que tem uma cena épica, com um salto monstruoso para o edifício, algo que devem ter constatado no trailer. Sugiro expectativas moderadas caso estejam interessados em ver Skyscraper.

Rampage

Sou da geração que cresceu com o clássico jogo Rampage, da Bally Midway. Longe estaria de contemplar um cenário em que 2018 traria uma adaptação cinematográfica deste título, com nomes como Dwayne Johnson, Jeffrey Dean Morgan e Main Akerman no elenco principal.

Confesso que estava muito curioso em validar se o enredo seria minimamente envolvente, face ao produto original mas a realidade é que Rampage é um bom “filme-pipoca”.

A narrativa decorre em torno de Davis Okoye, um primatologista que cria uma ligação muito forte a George, um gorila albino e que revela uma inteligência assinalável. Do outro lado, temos a Energyne, uma multinacional que desenvolve a bordo da Estação Espacial, o programa CRISPR, que através de uma mutação genética, consegue combinar ADN e características únicas de várias espécies num único animal.

Escusado será dizer que tudo vai correr pelo pior, quando uma cápsula com recipientes do vírus cair no Norte da América, contaminando um lobo, um crocodilo e George. As mutações operam mudanças drásticas nos animais, dotando-os de força, camuflagem e inteligência capaz de derrotar o mais poderoso dos inimigos. Okoye tenta a todo o custo reverter a transformação, contando com o apoio da Dra Kate Caldwell e Harvey Russell, um agente do FBI.

As cenas de CGI estão bem conseguidas e a narrativa apesar de básica, consegue adicionar algum humor e gerar empatia para com as personagens, especialmente George e David. Está longe de ser um filme que recomende mas consegue proporcionar momentos de entretenimento puro.

Nota final para o fan service, ao colocarem, como pano de fundo, uma arcade machine de Rampage, nas cenas filmadas no escritório de Claire Wyden.

Sharknado: It´s about Time

Este sexto filme marca o fim de uma era, retomando os acontecimentos de Global Swarming. Com referências e gags óbvias a filmes como Star Wars e Back to the Future, vamos acompanhar os nossos heróis em diversos pontos da História, numa narrativa que não faz qualquer sentido, mantendo a habitual coerência.

Contem com as típicas cenas de ação over the top, as punchlines tradicionais e o reaparecimento de algumas personagens que entraram nos filmes anteriores, numa tentativa clara de fechar o ciclo, que se iniciou em 2013 e ao qual vamos regressar (sem spoilers).

Como é apanágio, temos a participação especial de muitos actores e celebridades, dos quais destaco Vivica A.Fox, Alaska Thunderfuck, Bernie Kopell, Neil deGrasse Tyson, Marina Sirtis, Dexter Holland, Noodles, Gilbert Gottfried e Tori Spelling.

Vai ser necessário realizar sacrifícios ao longo do caminho, para que Fin chegue à conclusão de que não consegue controlar o futuro. Mas será possível derrotar os tubarões, sem alterar os eventos que definem a História como a conhecemos? Esta é a premissa principal da narrativa, que termina de forma satisfatória, reunindo grande parte da equipa que ao longo destes seis filmes lutou contra as sucessivas vagas de sharknados.

O grande sucesso deste projecto sempre foi a falta de seriedade com que foi encarado, algo que é muito bem incorporado em It´s About Time. Se são fãs do género, recomendo vivamente que invistam 90 minutos nesta pérola e caso pretendam, partilhem a vossa opinião na caixa de comentários.

Em que patamar colocam Fin Shepard, comparativamente a heróis como John McClane, Ethan Hunt e mais recentemente John Wick?