Eureka

Jack Carter é um US Marshall que por força do destino vai chegar à cidade de Eureka. O que o nosso herói desconhece é o facto da cidade albergar algumas das mais brilhantes mentes científicas da História.

O Governo Americano controla todos os projectos provenientes de Eureka, através da empresa GD. Para simular a “normalidade” de uma cidade, a segurança é realizada por um Xerife, que não tem mãos a medir para todos os “problemas”. Toda a série é direccionada para conceitos high-tech e de ficção científica, tais como viagens no tempo, inteligência artificial e FTL. Apesar de gostar imenso do humor de Carter e do triângulo amoroso que é criado, a série peca por fazer demasiadas alterações ao enredo.

Sem querer divulgar spoilers, as mudanças realizadas na segunda temporada não foram particularmente do meu agrado. No entanto, as personagens são excelentes, o que me faz manter o interesse pela série, mesmo numa quarta temporada.

Recomendo Eureka a todos os entusiastas de ficção científica, embora não a considere uma referência no género. Para terminar, destaco apenas a interligação com a série Warehouse 13 e algumas participações especiais fantásticas (Will Wheaton, Stan Lee e James Callis entre outros).

Foi confirmado esta semana que a quinta temporada (a estrear no final de 2011) será a última da série. Estou muito curioso, dado que os últimos episódios trouxeram uma nova vida ao enredo.

Capitão America

Quando tornaram pública a escolha de Chris Evans fiquei muito preocupado, por diversas razões. Não gostei particularmente de Fantastic 4 e não acreditava que este actor pudesse recriar a mítica personagem de Steve Rogers.

Os dois primeiros trailers apresentados foram fracos, o que contribuía de forma decisiva para a minha descrença neste projecto. Ontem tive oportunidade de ver o filme do primeiro Vingador e esta é a minha opinião. Em primeiro lugar, parece-me importante realçar que sou um grande fã desta personagem da Marvel, o que pode tornar difícil uma crítica imparcial.

Este é o filme do Capitão America que tinha idealizado e que honestamente não acreditava que fosse possível. A adaptação da BD ao cinema é excelente, mantendo grande parte das personagens e da génese do herói. A primeira parte do filme é totalmente dedicada às personagens e ao enredo, com várias menções nacionalistas e com a definição clara de heróis e vilões. Não faltam igualmente as personagens de Bucky, Peggy Carter e Dr Erskine, elementos fundamentais na banda desenhada.

A segunda parte do filme (que coincide com o intervalo) traz a acção e a batalha entre o nosso herói e RedSkull (Hugo Weaving). As cenas são excelentes e confesso que por breves instantes tive a sensação de que os livros estivessem a ganhar vida. Chris Evans consegue transmitir o patriotismo característico do Capitão America, embora em termos de interpretação destaque o inigualável Tommy Lee Jones (Coronel Chester Phillips) e uma surpreendente Hayley Atwell.

Como não podia deixar de ser, temos o cameo de Stan Lee e uma teaser ao filme The Avengers (aguardem pelo final dos créditos). Para terminar, tenho de salientar que este filme entra automaticamente para o meu TOP 10 de filmes de BD, apenas superado por obras primas como The Watchmen, IronMan ou X-Men.

Super 8

Há vários meses que aguardava com ansiedade o lançamento do projecto de Spielberg/JJ Abrams. Super 8 é uma excelente homenagem aos anos 80 e reúne várias características comuns a clássicos como The Goonies ou ET.

É evidente que as semelhanças ficam por aí, mas as “vibrações” dos anos 80 estão presentes. O grupo de crianças é fantástico, com destaque para as interpretações de Alice Daynard (Ellen Fanning) e Joe Lamb (Joel Courtney).

Confesso que fiquei surpreendido com algumas das cenas mais violentas do filme, mas presumo que esse tenha sido parte do contributo de JJ Abrams.

O espírito de aventura dos jovens e a criação do filme de zombies é um complemento fantástico ao enredo principal de Super 8 (vou evitar os spoilers). Como seria expectável, temos a típica tragédia pessoal, a dificuldade de relacionamento com os adultos e as inevitáveis personagens cómicas.

No geral, fiquei satisfeito com o que vi, mas penso que será um filme direccionado para a geração de 80, pelos motivos acima indicados. Mas recomendo uma ida ao cinema sem qualquer tipo de hesitação.