Monster Hunter: Legends of the Guild

A CAPCOM continua a produzir filmes de animação baseados nas suas franchises mais populares. Legends of the Guild é realizado por Steve Yamamoto e conta a aventura de Aiden, um jovem caçador que tenta salvar a sua aldeia de um dragão ancião.

O universo de Monster Hunter incorpora uma lógica de fantasia, ao bom estilo do jogo, que é um dos RPG mais populares da última década. Vamos conhecer Julius, Lea, Nadia e Ravi, caçadores consagrados, que por motivos distintos, carregam um fardo emocional que será partilhado ao longo  dos 58 minutos de duração desta aventura.

Não tenho qualquer ligação aos jogos, pelo que vou focar-me exclusivamente na qualidade desta adaptação. Está longe de ser brilhante e o estilo de animação é CGI, algo que não me agrada particularmente. Confesso que tenho alguma dificuldade em lidar com a ausência de sincronismo entre o audio e o movimento dos lábios das personagens, algo que tem sido recorrente nos projetos mais recentes da CAPCOM.

A narrativa é simples mas envolvente, focando-se no desenvolvimento de Aiden, que vai lentamente evoluindo na difícil missão de caçar monstros. Diria inclusivamente que este é o ponto mais alto de Legends of The Guild, que consegue replicar a experiência do jogo, mais especificamente a evolução da personagem criada.

Caso sejam subscritores de Netflix, fica a sugestão de investir uma hora do vosso tempo em Monster Hunter, que consegue proporcionar entretenimento em quantidade aceitável.

Shang-Chi and The Legend of the Ten Rings

A quarta fase da MCU será focada na componente cósmica, o que é francamente do meu agrado. Shang-Chi aborda a Ordem dos Dez Anéis e a sua agenda política secreta ao longo dos séculos. Após uma breve introdução, a narrativa foca-se em 1996, mais especificamente na busca por Ta Lo, uma cidade mítica que possui segredos mágicos. A sua guardiã é Ying Li, que tem uma ligação direta ao nosso herói, algo extremamente relevante para o desfecho desta primeira aventura.

Uma sequência de eventos leva Shang-Chi a abandonar sua família, iniciando uma nova vida como arrumador de carros. A sua melhor amiga, Katy, desconhece o seu passado até ao dia em que são atacados por um grupo de mercenários, originando a primeira sequência épica de luta. O objetivo é roubar o pendente utilizado pelo nosso herói, que em conjunto com a da sua irmã permitirá localizar a cidade perdida de Ta Lo.

Vamos ter o reencontro com Xialing, a irmã mais nova de Shang-Chi, que guarda rancor profundo pela sua fuga. Segue-se uma nova cena de ação, brilhantemente coreografada, que acaba com a captura do nosso trio de heróis, e a consequente deslocação para a base da Ordem dos Dez Anéis. O seu pai, Xu Wenwu tem como objetivo abrir os portões de Ta Lo e libertar a sua esposa, que aparenta ter sobrevivido ao ataque do Iron Gang.

Gostei particularmente da forma como a Marvel lida com o tema de Mandarim, introduzindo Trevor Slattery na narrativa. Adicionalmente, há uma ligação ao próximo filme de Doctor Strange, com a integração de Wong e uma cameo de Abomination, algo que já tinha sido revelado no trailer inicial. Contem igualmente com muito humor e a inevitável utilização da magia, algo que será recorrente nesta quarta fase da MCU.

O acto final introduz Fin Fang Foom e desenvolve a terceira grande batalha, que opõe os nossos heróis ao Dweller-in-Darkness. Conforme referi, as cenas de ação estão excepcionais, complementando a narrativa e a solidez das personagens principais. Contem com duas cenas pós créditos, que vão incluir Carol Danvers, Bruce Banner e um (in)esperado novo líder da Ordem dos Dez Anéis.

Bom
82%

His Dark Materials T.2

A narrativa retoma os eventos que levam Lyra e Pam a transpor o portal,  acedendo à cidade de Cittàgazze, que aparenta estar desabitada. Mas, rapidamente, somos confrontados com a existência dos Espectros, estranhas criaturas que se alimentam da energia vital dos adultos, por motivos que não serão abordados nesta segunda temporada.

Will Parry encontra Lyra e o seu daemon na cidade, iniciando uma parceria que fomenta a maior parte da narrativa. Com base nas respostas do Aletiómetro, os nossos heróis decidem regressar a Oxford, no mundo de Will, em busca de respostas.

Esta decisão irá ter consequências importantes na sua viagem, colocando-os no caminho de Charles Latrom, mais conhecido por Lord Boreal. Paralelamente, Lyra encontra uma aliada improvável em Mary Malone, uma ex-freira que se converteu numa física teórica e que estuda a Matéria Negra.

É precisamente através desta cientista que ficamos a saber que o Pó assume diversas designações em cada um dos mundos, tornando-se evidente uma ligação que vou manter em segredo, para evitar spoilers. A meio da temporada, que tem apenas sete episódios, Mrs Coulter, com a ajuda de Lord Boreal,  transpõe igualmente o portal, entrando na realidade em que Lyra se encontra, dando início a uma perseguição sem tréguas.

É nesta altura que voltamos à realidade da temporada original, acompanhando a viagem do aeronauta Lee Scoresby, que tenta encontrar Lyra, de forma a manter a sua promessa. No decorrer da sua viagem, é convocado por um estranho Xamã, que se revela como o Pai de Will Parry, invocando a necessidade de encontrar a Æsahættr, uma arma que pode cortar a realidade e que será essencial para proteger Lyra e vencer a guerra iminente que se avizinha.

Paralelamente, temos uma parte da narrativa dedicada à guerra do Magisterium, liderada pelo Cardeal MacPhail, que pretende eliminar as Bruxas, lideradas por Serafina e Ruta Skadi. Tomamos igualmente conhecimento da profecia em redor de Lyra e o seu verdadeiro nome, assim como o papel que lhe aparenta estar reservado.

A minha principal crítica a esta temporada é o facto de não existir tempo suficiente para explorar de forma detalhada os eventos e conceitos que nos são apresentados. O ritmo é frenético, deixando de parte detalhes que seriam importantes para enquadrar algumas das decisões tomadas. Como tal, a narrativa não flui da melhor forma, sendo um exemplo claro, o último episódio, em que são lançadas premissas relevantes, envolvendo Lord Asriel, Lyra e a inevitável guerra.

Confesso que esta temporada ficou aquém das expectativas mas opto por dar o benefício da dúvida para a terceira temporada, que deverá estrear em 2022 e que será focada em Amber Spyglass,o terceiro livro da saga.