Stranger Things T.4

Oito meses após os eventos da terceira temporada, a separação geográfica cria alterações drásticas no relacionamento da equipa. Ao longo do primeiro episódio, vamos acompanhar três narrativas paralelas, em que somos apresentados ao Hellfire Club, um grupo de Dungeons & Dragons que será relevante para o desfecho da temporada.

Adicionalmente, acompanhamos o quotidiano de Eleven, Will e Jonathan, que recebem a visita de Mike nas férias de Verão. Rapidamente constatamos que a adaptação à Califórnia está a revelar-se desafiante, com muito bullying e peripécias escolares à mistura. Lentamente o tom da narrativa torna-se mais sombria, sobretudo a partir do momento em que estranhas mortes começam a acontecer em Hawkins, revelando Vecna, o vilão que tem ligações fortes ao passado de Eleven.

Temos igualmente o regresso do Dr. Martin Brenner e do Dr. Sam Owen, que ajudam Eleven a recuperar os seus poderes, no sentido de evitar a abertura de um portal que possibilita a entrada das criaturas do Upside Down na nossa realidade. Para terminar, temos a odisseia de Hopper, que se encontra encarcerado em Kamchatka, uma prisão soviética onde decorrem estranhas experiências com Demogorgons.

Vou evitar os spoilers, mas a essência de Stranger Things permanece imaculada, com aquela incrível vibe de 1986 e com cenas incríveis que elevam a música de Kate Bush e Metallica a um patamar de culto! A nível de personagens, a adição de Eddie Munson e Vecna são os grandes destaques, convertendo esta temporada numa experiência agradável e que recomendo sem hesitação.

A temporada termina num gigantesco impasse, que lança a premissa para uma batalha épica entre os nossos jovens e as forças do Upside Down, algo que só deverá ocorrer em finais de 2023. Para concluir, gostaria de recolher o vosso feedback acerca de Stranger Things. Gostaram desta temporada ou consideram que a introdução de três sub-narrativas foi excessiva?

Mobile Suit Gundam: Char’s Counterattack

O ano é  UC 0093 e Char Aznable é o líder de Neo Zeon. O seu plano consiste em colocar o asteróide Fifth Luna em rota de colisão com a Terra. O Primeiro Ministro Adenaur Paraya e a sua filha conseguem escapar ao ataque e são resgatados pela Londo Bell, que está a cargo de Bright Noa, que conta uma vez mais com a ajuda de Amuro Ray.

O Nu Gundam utiliza a tecnologia psycho-frame, que amplifica os poderes “novotipo”, convertendo-se numa arma poderosa. Adicionalmente, o Comandante Bright reencontra o seu filho, Noah, que se encontrava a bordo da nave em que o Primeiro Ministro escapou.

Paralelamente, iniciam-se conversações de paz entre a Federação e Neo Zeon. As exigências são simples: o desarmamento da fação liderada por Char e em contrapartida, a cedência definitiva do asteróide Axis. No decorrer destas conversações, Amuro encontra Char, dando início a mais uma discussão acesa. Quess, um dos membros da Londo Bell, acaba por desertar, estando muito alinhada com a filosofia de Neo Zeon, algo que não cai bem junto de Noa Hathaway.

Ao longo do segundo acto, vamos ter informação adicional acerca do verdadeiro plano de Char, que não pretende obviamente um acordo de paz. Ficamos igualmente a saber que o asteróide Axis é parte integrante do plano de destruição da Humanidade. Segue-se uma missão de destruição ao asteróide, que culmina com uma batalha épica entre o Nu Gundam e Alpha Azieru, que resultará no desaparecimento de um elemento importante para esta narrativa.

Adicionalmente, temos uma nova batalha entre Amuro e Char, que termina numa demonstração épica de poder por parte do Nu Gundam, com o objetivo de salvar a Humanidade da destruição. O final é bastante emotivo e simboliza o fim de uma era em termos de Mobile Gundam.

Pessoalmente, entendo que este filme não é tão forte como os originais mas tem a vantagem de fechar o arco narrativo que envolve os “novotipo” e batalha entre a Federação e Neo Zeon.

Mediano
70%

SAS: Rise of the Black Swan

Magnus Martens é o realizador deste projeto da Netflix, que tem como inspiração a obra de Andy McNab. O elenco conta com nomes de peso, tais como Sam Heughan, Ruby Rose, Andy Serkis, Hannah John-Kamen, Tom Hopper e Noel Clarke.

A narrativa introduz os Black Swan, que são essencialmente uma unidade militar criada por William Lewis e os seus filhos, Grace e Oliver. A equipa é contratada pelo comandante dos SAS, George Clements, para “facilitar” a instalação de um gasoduto na Georgia. No entanto, ao encontrar resistência local, acabam por dar início a um massacre, que acaba por ser registado e publicado nas redes sociais.

Como é evidente, esta missão não foi sancionada oficialmente, resultando num mandato de captura para toda a equipa. É neste altura que conhecemos Tom Buckingham, um dos membros da SAS, que fica responsável por capturar e eliminar os Black Swan. Vai existir algum desenvolvimento de personagens, com foco nos jogos políticos de bastidores e as traições inesperadas, dado que existe um informador dentro do SAS.

A maior parte da ação decorre no túnel do Canal da Mancha, a bordo de um comboio onde segue o nosso herói e a sua namorada, Dra Sophie Hart. Rise of the Black Swan está longe de ser um filme memorável, embora tenha boas cenas de ação. No entanto, as interpretações são medianas e as duas hora de duração são excessivas.

Se procuram entretenimento, esta pode ser efetivamente uma solução. Fica no entanto o alerta para o ritmo errático da narrativa e para o acto final, que tinha potencial para ser francamente mais apelativo.

Mediano
65%