Ghostbusters: Afterlife

Esta franquia é sem dúvidas uma das minhas referências de infância, o que elevou o meu grau de expectativa. Mas no meu pensamento persistia o reboot de 2016, que pouco acrescentou ao Universo, pelo que decidi encarar Afterlife com cepticismo.

Os trailers recuperaram a esperança, com um feeling muito próprio do filme de 1984, com o bónus de ser realizado por Ivan Reitman e baseado num guião escrito por Dan Aykroyd e o falecido Harold Ramis. A narrativa é repleta de referências ao original, contando a história de Egon Spengler, que se mudou para Summervile, uma pequena cidade mineira de Oklahoma, onde é visto pelo locais como um velho senil. A premissa para o resto de Afterlife consiste precisamente na sua morte, ás mãos de uma estranha entidade.

O primeiro acto apresenta-nos igualmente Callie, a filha de Egon e a sua família, composta por Trevor e Phoebe, que irão deslocar-se para esta cidade, para tomar conhecimento do testamento. A quinta encontra-se num estado de degradação elevado, repleta de sucata e sem aparente cultivo de frutas ou legumes, apesar da terra ser cuidadosamente lavrada.

O ambiente de pequena cidade está muito bem conseguido e as personagens são cativantes. O desenvolvimento da narrativa é competente e a introdução de Podcast e Gary Grooberson são fundamentais para garantir os momentos de humor. Temos igualmente muito fan service, com a (curta) participação de Dan Aykroyd, Ernie Hudson, Annie Potts, Bill Murray e Sigourney Weaver. Não vou dar spoilers acerca do desfecho mas o antagonista principal é o clássico Gozer, que conta novamente com a ajuda de Zuul e Vinz Clortho. 

Afterlife é um exercício de nostalgia e um tributo incrível a Harold Ramis. Estamos perante um bom filme, que é sem dúvida criado para os fãs originais mas acredito que existem motivos de interesse para quem desconhece por completo o universo de Ghostbusters. Existem duas cenas pós-créditos que lançam uma potencial sequela, que permanece sem confirmação.

Bom
75%

Devil May Cry

Em 2007, a CAPCOM criou uma parceria com a Madhouse, para criar o anime de Devil May Cry, uma das suas principais franchises.

Dante é um híbrido humano/demónio que tem uma predileção por ingerir pizza e sundaes de morango em doses industriais. Mas o seu principal vício é caçar demónios ou aceitar trabalhos que envolvam lutar contra o supernatural. Os doze episódios desta série apresentam-nos várias personagens, com destaque para JD Morrison, Patty Lowell, Lady, Trish e Sid.

A ação decorre entre o primeiro e segundo jogo desta franchise e é composta por diversos episódios one-shot, aliados a um arco narrativo que engloba os episódios 1, 11 e 12. A personagem de Dante sofre um desenvolvimento significativo, mostrando a sua faceta humana e de preocupação com os seus amigos, bem complementado com momentos humorísticos.

Torna-se complexo falar desta série sem partilhar detalhes, mas contem com uma narrativa fluída, assente em elementos sobrenaturais, mas que consegue criar uma ligação com o espectador. As cenas de ação estão muito bem conseguidas, com a dose qb de violência, tornando esta série numa experiência agradável e que tem um final satisfatório, embora aberto.

Caso pretendam investir tempo, recomendo a sua visualização através do Netflix.

The Witcher T.2

A segunda temporada retoma os eventos da batalha de Sodden. Geralt é informado por Tissaia do falecimento de Yennefer mas apesar do abalo psicológico, resolve manter a sua missão. O spasso seguinte passa por visitar o seu amigo Nivellen, algo que vai revelar-se numa aventura imprevista . O primeiro episódio foca-se numa maldição e apresenta-nos as várias fações que estarão envolvidas na narrativa.

Ficamos igualmente a conhecer Filavandrel e Francesca Findabair, os líderes dos Elfos, que irão forjar uma aliança improvável com Nilfgaard. Pelo meio, teremos a estranha aparição de uma entidade, conhecida por Deathless Mother, que tem uma agenda própria e que será fulcral para o desfecho desta temporada.

Como habitualmente, gosto de evitar os spoilers, mas posso adiantar que vamos conhecer Kaer Morhen, a fortaleza onde os Witcher repousam e treinam as suas aptidões sobrenaturais. Vesemir, o mentor de Geralt, descobre um segredo que converte Ciri numa poderosa arma na luta contra as trevas. De forma relutante, o nosso herói concorda em treinar a jovem na arte do combate, ficando Triss com a parte de magia e ciência.

Esta temporada tem um excelente ritmo e desenvolve de forma muito competente as personagens. O arco narrativo que envolve Yennefer, Jaskier e Cahir é muito interessante, abrindo uma série de desfechos inesperados, mas fundamentais para conhecemos finalmente a identidade do Imperador Emhyr.

O derradeiro episódio é repleto de ação, com uma batalha épica entre os Witchers e Voleth Meir. Paralelamente, ficamos igualmente a conhecer mais do plano de conquista do Rei Vizimir , que conta com a ajuda de Sigismund Dijkstra. Ao longo desta temporada são frequentes as menções a Wild Hunt, algo que inevitavelmente irá fazer parte do futuro desta série.

Termino com a recomendação (óbvia) de The Witcher, que tem uma segunda temporada superior à original, na minha opinião. O que mais me impressionou foi a narrativa fluida e a ligação criada para com as personagens, que podem converter este projeto numa referência do género.