Lego Star Wars: Rebuild the Galaxy

Dan Hernandez e Benji Samit são os argumentistas responsáveis pela lufada de ar fresco desta mini série de quatro episódios. A premissa é simples e acompanha Sib e Dev Greebling, dois irmãos que habitam o planeta Fennesa. O quotidiano de ambos é monótono e consiste em guardar rebanhos de Nerfs.

Numa das suas aventuras pelos campos de pasto, Sib manifesta a Força, que lhe permite reconstruir ou criar o que bem entender. Dev fica surpreendido e tenta convencê-lo a sair do planeta, em busca de aventura e algo que garanta um propósito para a sua existência. É nessa altura que encontram um antigo templo Jedi, onde se vão deparar com um artefacto antigo. De forma ingénua, Sib remova a peça transparente, dando origem a uma sequência de eventos que reconfigura, de forma drástica, toda a Galáxia.

O guardião do tempo, o Mestre Jedi Bobarian Afol explica a situação o ao nosso herói, reforçando que apenas os dois mantiveram a memória dos eventos passados. É dessa forma que inicia a aventura de Sib e Jedi Bob, com o intuito de reverter o dano causado pela remoção do arfectado designado como “Cornerstone”. A animação é fantástica, conciliando de forma quase perfeita o universo Lego e Star Wars. A criatividade utilizada para reinventar os vilões é assinalável, com destaque para Darth Devastator, Darth Jar Jar e os Ackbar Troopers.

Como é habitual, evito os spoilers mas fica a minha recomendação para aquele que é, na minha opinião, o melhor produto do universo Star Wars desde o lançamento de The Mandalorian. Resta apenas confirmar se teremos uma sequela, tendo em conta os eventos que concluem o episódio quatro.

One Punch Man T.2

Saitama está de regresso para dar continuidade à sua aventura. Esta temporada inicia com uma ida à mercearia, em que encontram King, o número 7 do ranking da classe S, dando início a um arco narrativo, que envolve momentos hilariantes e a criação de uma espécie de equipa em redor do nosso herói.

Paralelamente, é  introduzido Garou, um humano que se considera um monstro, iniciando uma caça aos super-heróis. O humor característico permanece inalterado, assim como as cena de ação verdadeiramente épicas. Parece-me importante realçar a presença de Fubuki, Tatsumaki, Mumen Rider, Metal Bat e Suiryu, que conferem alguma diversidade, através de sub-narrativas, em que as suas personagens são desenvolvidas.

O derradeiro episódio desta temporada coloca Silverfang Fang, Bomb e Genos num embate com Elder Centipede. Quando tudo parece perdido, King atrai o monstro para um frente a frente com Saitama, que o derrota facilmente. O momento mais interessante deste desfecho é o diálogo com King, que explica a importância da viagem, em detrimento do destino, numa clara metáfora que visa manter o nosso herói motivado, de forma a garantir a proteção dos habitantes de Z-City.

Na cena pós créditos, Phoenix Man explica a um derrotado Garou que o vai levar para ser apresentado a Orochi, o líder da Monster Association. One Punch Man é, inquestionavelmente um anime muito peculiar, que apresenta uma simbiose quase perfeita entre ação e comédia. O meu ponto preferido é o facto de Saitama, apesar de todo o seu poder, necessitar de ir conhecendo e aprendendo lições de vida com várias das personagens, que se convertem em amigos ou membros da sua equipa.

Doctor Who T.14

Após os eventos do especial de Natal, o novo Doutor dá início ás suas aventuras, contando com a jovem Ruby Sunday como a sua companheira de viagem. Os primeiros episódios garantem entretenimento e humor, lançando a premissa narrativa associada à identidade da mãe de Ruby.

No entanto, à medida que vamos avançando nos episódios, a qualidade começa a decair, terminando num fecho de temporada que, na minha opinião, fica bastante abaixo das minhas expectativas. Parece-me relevante salientar que existem ideias interessantes, nomeadamente a entidade “One Who Waits”, assim como o misticismo que envolve Ruby e a introdução de Rogue, um caçador de recompensas.

Mas, à semelhança de tantos outros projetos recentes, os argumentistas caem no erro de introduzir uma agenda inclusiva, que nada acrescenta à narrativa e que ofusca quase por completo os bons episódios que compõem esta temporada. Ncuti Gatwa tem bastante carisma, algo que faltou a Jodie Whitaker, mas que deve ser espontâneo e, na minha opinião, existem vários momentos forçados que não ajudam ao desenvolvimento da narrativa ou da personagem.

Dito isto, e como sou um optimista por natureza, vou dar uma nova oportunidade a Russell T. Davies. Diria que os fãs da série original e mesmo do reboot de 2004 estão algo alienados desta visão, que tem potencial para converter Gatwa num digno sucessor de Tennant, Smith e Capaldi, que foram de longe os melhores desta era moderna.

Caso pretendam acompanhar esta temporada, a mesma encontra-se disponível via Disney +. Para terminar, convido-vos a partilhar a vossa opinião e contrapor alguns dos argumentos que mencionei.