Tiger and Bunny: The Rising

Após os eventos do filme original,  a cidade de Stern Bild prepara-se para celebrar o Dia da Justiça. A Hero TV sofreu alterações significativas, sendo criada uma segunda liga, em que estão inseridos Tiger e Bunny. Continuam a ser evidentes os desafios para ambos conseguirem trabalhar em equipa, sendo notória a insatisfação de Bunny, que pretende dar o salto para a First League.

Após uma reunião com o novo dono, Mark Schneider, Tiger e Bunny são convidados para assistir a uma cerimónia, em que acaba por ser anunciada a subida de Bunny, que passa a ter Golden Ryan como parceiro. Tiger aceita a mudança, sem contestação, com o objetivo de ajudar o jovem Bunny a melhorar enquanto herói. Golden Ryan acaba por fazer uma boa dupla com Barnaby graças ao seu incrível domínio da gravidade, algo que será relevante para o desfecho deste filme.

Os resultados financeiros da Segunda Liga forçam Schneider a cancelar a atividade, deixando Tiger e os restante elementos no desemprego. Johnny Wong coloca Fire Emblem num estranho coma, em que vai reviver alguns dos momentos mais traumáticos da sua infância. Para complicar ainda mais o cenário, os poderes de Fire Emblem ficam descontrolados no seu estado, levando à intervenção de Blue Rose, que tenta conter os estragos causados pela condição atual do herói.

Ao longo do segundo acto, vamos ter embates entre Blue Rose e Dragon Kid com Wong, assim como Sky High e Rock Bison contra o Origami Cyclone, terminado com Max Ryan e Barnaby versus Kasha. Tiger vai igualmente fazer parte desta batalha, tentando resgatar Mark Schneider das garras de um gigantesco robot. Conforme é habitual, vou deixar os spoilers de parte, mas temos um final satisfatório, em que Tiger e Bunny conseguem trabalhar em equipa e derrotar o vilão, dentro do limite de duração do seu poder.

Agnes, a nova responsável pela Hero TV, decide transferir Tiger para a Primeira Liga, restaurando a parceria entre os nossos dois super heróis.

Batman Beyond

Em janeiro de 1999 a DC lançou uma nova série de animação, que decorre no ano de 2040. Bruce Wayne encontra-se reformado e Gotham está á mercê de vários gangues criminosos, com destaque para os Jokerz. Os primeiros episódios introduzem a premissa necessária para que Terry McGinnis, um jovem com um passado conturbado, assuma o papel de Batman.

Conforme seria expectável, a curva de aprendizagem é acentuada, o que leva a inúmeras missões repletas de desafios, em que o nosso herói é sistematicamente testado. Bruce Wayne vê-se relegado para um plano secundário, convertendo-se num mentor e fornecendo apoio táctico através da Batcave. Paralelamente, somos introduzidos a Dana, a namorada de Terry, assim como Maxine, que vai tomar conhecimento da sua identidade secreta.

O sucesso deste tipo de série depende muito da qualidade dos vilões e Batman Beyond não desilude, reintroduzindo alguns vilões clássicos tais como Mr Freeze, Bane e The Royal Flush Gang, mas apostando numa nova geração, das quais destaco Blight, Inque, Spellbinder e Shriek.

No que diz respeito a casting, temos a presença do mítico Kevin Conroy, complementado por Frank Weller, Will Friedle e Angie Harmon, num total de 52 episódios, repartidos em três temporadas. A DC é brilhante no que diz respeito a animação, criando um universo futurista, em que temos uma simbiose entre o passado e o futuro do Dark Knight. A grande maioria dos episódios não tem uma continuidade narrativa, mas é evidente a mudança em McGinnis, que vai ganhando maturidade e aprendendo com os conselhos de Bruce Wayne.

O último episódio foi lançado em dezembro de 2001, convertendo esta série num clássico, superado apenas, na minha opinião, por Batman, The Animated Series. Parece-me igualmente relevante destacar os diversos easter eggs que são disponibilizados em vários episódios, assim como a presença de Starro The Conquerer, num dos poucos episódios duplos, que se foca na Justice League.

Se procuram uma boa série de animação, esta é sem dúvida uma recomendação. Para os restantes, gostaria de ler a vossa opinião sobre Batman Beyond e quem sabe, iniciar uma troca de ideias saudável.

Murder Mystery 2

Quatro anos após os eventos do filme original, os Spitz estão de volta para investigar mais um caso mediático. O primeiro acto introduz a premissa narrativa, que assenta no casamento ostentoso de Vikram “The Maharajah” Govindan, na sua ilha privada.

Como seria expectável, o anfitrião é raptado, com o intuito de obter um resgate no valor de 70 milhões de dólares. À semelhança do primeiro filme, os Spitz são considerados suspeitos, assim como vários membros do núcleo mais próximo do Marajá, o que leva a uma investigação perigosa e repleta de humor.

A família de Vikram Govindan contrata Connor Miller, um ex-membro do MI6, responsável por criar o manual de negociação de reféns que é religiosamente seguido por Audrey Spitz. As personagens principais desta narrativa são hilariantes, com destaque para a noiva, Claudette Joubert, o sócio de Govindan, Francisco Perez,  um antigo jogador de futebol, a Condessa Sekou, a antiga noiva do Marajá, Saira, a irmã mais nova de Vikram e o Coronel Ulenga, responsável pela segurança Real.

A narrativa é francamente previsível e muito semelhante ao que ocorre no primeiro filme desta saga. No entanto, o humor e a química existente entre Adam Sandler e Jennifer Aniston convertem este filme numa boa opção para uma tarde de domingo.

Na minha opinião, estamos perante um projeto mediano, que cumpre a sua função de entretenimento e que tem a seu favor o facto de não se levar demasiado a sério.

Caso estejam interessados, o filme encontra-se disponível através do catálogo da Netflix.

Mediano
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