Resident Evil: Welcome to Raccoon City

A CAPCOM tem uma série de franquias altamente icónicas, das quais faz parte o universo Resident Evil. Em seguimento dos filme originais, que são para mim uma espécie de guilty pleasure, chega ao cinema Welcome to Raccoon City, um reboot que promete ser mais fiel ao material original.

O elenco conta com a participação de Kaya Scoledario, Hannah John-Kamen, Robbie Amell, Tom Hopper, Donal Logue, Avan Jogia e Neal McDonough e traz à memória algumas das cenas icónicas do primeiro e segundo jogo. A narrativa decorre em 1998 e mostra-nos a transformação da população de Raccoon City, em resultado de décadas de experiência do Dr William Birkin.

O primeiro acto está muito bem conseguido, introduzindo o passado de Chris e Claire Redfield, como forma de ligação ás personagens. A cidade de Raccoon City é retratada como sombria, repleta de corrupção e habitada por quem perdeu a esperança, o que cria um cenário perfeito para os eventos a que vamos assistir.

O CGI está longe de ser brilhante mas convém relembrar que este filme tem um orçamento de 25 milhões. A ação cumpre os requisitos mínimos  e as interpretações são qb para um filme deste género. É interessante assistir ao desenvolvimento de personagens, mais especificamente Leon e Wesker.  No entanto, diria que este filme é marginalmente mediano, acrescentando pouco ao universo de Resident Evil.

Temos uma cena pós-créditos, que introduz Ada Wong na narrativa e que pode abrir caminho para um sequela, que até ao momento ainda carece de confirmação.

Mediano
64%

Eternals

A quarta fase da MCU come?a ?lentamente a tomar forma, introduzindo os Eternals. Baseado na obra do lend?rio Jack Kirby, a narrativa aborda a miss?o dos escolhidos de Arishem para o Planeta Terra. O primeiro acto tem in?cio em 5000 AC, com a chegada de Ajak e da sua equipa, para combater e eliminar os Deviants. Somos transportados para diversos pontos chave da civiliza??o humana, at? ao ano de 1521, altura em que os Eternals finalmente alcan?am o seu objetivo.

Vou manter a premissa principal em segredo, precisamente para evitar spoilers, mas iremos assistir ao regresso dos Deviants, que for?am a equipa a reagrupar-se, no sentido de defender novamente o Planeta e vingar a perda de um dos seus membros. O desenvolvimento de personagens ? aceit?vel, no entanto o elevado n?mero de intervenientes acaba por deixar v?rias quest?es por responder, o que retira alguma qualidade ao produto final.

Ajak, Sersi, Ikaris, Sprite, Phastos, Makkari, Druig, Gilgamesh e Thena formam uma equipa disfuncional e que come?a a duvidar dos verdadeiros motivos da miss?o. Gosto do constante conflito de ideologia, que explora a t?nue fronteira entre conceitos subjetivos e que lan?am a narrativa para algumas disserta??es filos?ficas. As cenas de ac??o est?o bem coreografadas e apresentam de forma competente os poderes dos intervenientes, mas o segundo acto falha nalguns pontos importantes.

A narrativa torna-se progressivamente previs?vel e v?rios membros dos Eternals acabam por tomar decis?es que fazem pouco sentido face ao seu comportamento pr?vio. O casting da Marvel continua a ser um dos pontos fortes e neste filme destaco Gemma Chan, Richard Madden, Kumail Nanjiani e Barry Keoghan.

Contem com duas cenas p?s-cr?ditos, que lan?am a sequela de Eternals e sugerem a personagem de The Black Knight, que ? interpretada por Kit Harrington. J? agora, reconhecem a voz que o interpela nesse cena? Posso dar a dica que est? relacionado com B….

Mediano
70%

Free Guy

Ready Player One foi uma das melhores leituras dos últimos anos, no entanto o filme ficou aquém das minhas expectativas. Esta introdução pode fazer pouco sentido, à primeira vista, mas Shawn Levy conseguiu criar um universo fantástico, que em certos momentos me fez lembrar alguns momentos épicos da obra de Ernest Cline.

Estamos perante uma comédia de ação, que nos transporta para um mundo digital, em que acompanhamos a vida de Guy, um bancário que descobre ser uma personagem de um MMO. Existem cenas hilariantes, associadas ao comportamento tóxico dos jogadores, assim como a completa desvalorização dos NPC.

A narrativa do “mundo real” assenta numa premissa básica: recuperar ficheiros que comprovem que Antwan Hovachelik, o CEO da Soonami, roubou o código fonte dum jogo que estava a ser desenvolvido por Millie Rusk e Walter McKey. Como é apanágio nestes artigos, vou evitar os spoilers, mas contem com muita ação over the top e inúmeros cameos, dos quais destaco Ninja, Dwayne Johnson, John Krasinski, Chris Evans, Lara Spencer, Alex Trebek e Tina Fey.

Ryan Reynolds é a escolha óbvia para Free Guy, sendo bem complementado por Taika Waititi e Lil Rel Howery.  A série de eventos que origina a criação de Blue Shirt Guy é sublime, garantindo ação e humor, que converte este filme numa experiência divertida e que recomendo sem hesitação.

Existem inúmeras referências a cultura pop e ao universo dos videojogos, mas que estão longe de retirar interesse a quem tiver menos conhecimento sobre estes tópicos. Na minha opinião, são 115 minutos de pura diversão, assentes numa narrativa simples mas que tem um final satisfatório.

Apesar de ainda não existir confirmação oficial, é bastante provável uma sequela, que retomará os eventos que ocorrem após a destruição de Free City.

Bom
75%