Arrival

Numa era que os filmes de ficção científica são essencialmente focados na acção e nas conspirações intergalácticas, é refrescante um enredo que assenta na exploração e tentativa de comunicação entre duas raças.

O que inicialmente começa por ser encarado por uma invasão, rapidamente se converte num esforço interplanetário para tentar interpretar e comunicar com os visitantes. Para tal, o Governo Americano recorre a Louise Banks, uma linguísta de renome mundial, que vai utilizar técnicas diferentes para atingir esse fim.

O elenco é composto por Forest Whitaker, Jeremy Renner e Amy Adams, que adicionam qualidade à narrativa com as suas interpretações. Arrival é um filme que procura conciliar ciência e a condição humana, mais concretamente a nosso medo pelo desconhecido. A premissa de que podemos comunicar de forma universal através de símbolos é muito interessante e é explorada de forma consistente e cativante.

A mudança de comportamento entre as várias nações, a partir do momento em que interpretam a mensagem dos visitantes de determinada forma, é francamente brilhante e altera o rumo da narrativa.O último acto está muito bem conseguido, apesar de algo previsível, mantendo sempre o foco em factos científicos. Está longe de ser um filme brilhante, mas que recomendo, sobretudo se gostaram de projectos como Contacto ou Interstellar, para citar alguns.

The Walking Dead T.2

A segunda temporada traz de volta a luta pela sobrevivência deste grupo, que se foca inicialmente no desaparecimento de Sophia na floresta. Temendo o pior, Rick conduz as buscas e numa das incursões, Carl acaba por ser atingido involuntariamente por Otis, um residente local que andava a caçar veados.

Um dos pontos fortes de Walking Dead é a narrativa, pelo que Hershel se torna fundamental, representando uma nova esperança para Rick e restantes sobreviventes. A quinta está praticamente imaculada, permitindo refúgio, descanso e alguma paz. No entanto, a permanência do grupo não é uma opção para Hershel, que aguarda pela recuperação de Carl.

Paralelamente, vão decorrendo as buscas por Sophia e Shane começa a debater-se com alguns demónios pessoais (sem spoilers). É extremamente interessante assistir ao desenvolvimento de personagens, nomeadamente Daryl e Glenn, que passam a ter uma importância maior no seio do grupo.

Dale continua a ser a consciência colectiva e Shane parece mais agressivo que nunca, sobretudo após saber que Lori está grávida. Como não podia deixar de ser, vão existir mortes, traições e um gigantesco ataque de zombies, que resultam no abandono da quinta no final da temporada. O grupo vai reorganizar-se, com algumas baixas e segue em frente, com a liderança de Rick, que começa lentamente a mudar o seu comportamento após um evento que permanecerá em segredo, para evitar spoilers.

Para terminar, esta segunda temporada foi muito interessante e termina com muitas variáveis por determinar. Qual será o pano de fundo para a terceira temporada? Como irão lidar com as perdas? E sobretudo, como vai ser a liderança de Rick? Todas estas questões serão abordadas por mim nos próximos meses, pelo que fiquem atentos.

O Futuro da Nintendo

Em Janeiro, tive a oportunidade de partilhar a minha opinião acerca do hardware e software da Switch. Agora que já tive oportunidade de a testar, parece-me evidente que a Nintendo está a preparar o futuro, que vai passar exclusivamente pela plataforma móvel (handheld e telemóveis/tablet).

A Wii-U foi a primeira visão da marca nipónica, que teve como objetivo a consolidação de ideias e do conceito inerente a um produto híbrido. No que diz respeito à Switch, gosto do look cel-shaded de The Legend of Zelda: Breath of the Wild e do facto de ser open world, dando uma escala completamente diferente das aventuras anteriores. Acredito no entanto que esta será uma das últimas consolas da Nintendo, pelos motivos que passo a enumerar.

A Classic Mini teve uma procura enorme, vendendo 1.5 milhões de unidades em dois meses, apesar da recorrente falta de stock. A previsão de vendas da Switch para este ano é de 5 milhões de unidades, o que demonstra a despreocupação em competir com a Microsoft e Sony. Parece-me claro que esta consola é mais uma experiência, no caminho para a implementação do produto híbrido, o que faz sentido, com o actual status quo.

A nível de hardware e software, os rivais Microsoft e Sony apresentam um produto muito superior e continuarão a liderar o mercado. No entanto, o cenário na plataforma móvel é bem distinto, com a 3DS a dominar claramente, sem rival à altura. Por todos estes motivos, acredito que nos próximos cinco a oito anos, a Nintendo vai mudar claramente o seu foco, assentando numa oferta de produtos híbridos, que privilegiem a mobilidade.

Parece-me uma decisão inteligente e que procura capitalizar no sucesso e conceito de dois produtos que foram lançados há alguns anos: a Wii e a DS. E não é por acaso que no final de 2016 foi lançado o Super Mario Run, que acabou por ter um sucesso assinalável, mesmo com um valor de 10 euros.

Qual é a vossa opinião? Partilham desta ideia ou acreditam que o rumo da Nintendo será totalmente distinto?