Doctor Who: Christmas Special 2023

O sexagésimo aniversário desta franquia foi assinalado com pompa e circunstância, trazendo de volta o mítico David Tennant e Catherine Tate. Este especial é composto por três episódios, que culminam com a entrada em cena do décimo-quinto Doutor, Ncuti Gatwa.

O primeiro episódio, intitulado “The Star Beast”, apresenta-nos uma criatura de nome Meep, que aparenta estar a ser perseguido por duas facções militares. O Doutor regressa a Londres, onde reencontra Donna, que continua sem qualquer memória das suas aventuras passadas. Escusado será dizer que uma sequência de eventos vai colocar este duo no centro da ação, culminando numa decisão inesperada do nosso herói, de forma a evitar que a nave espacial destrua a cidade.

O Doutor continua a ter uma crise existencial, incapaz de perceber o motivo pelo qual reverteu a sua aparência para a décima versão da sua existência. A narrativa culmina com um impasse, que catapulta o Doutor e Donna para uma zona desconhecida do espaço. O segundo episódio, Wild Blue Yonder,  decorre a bordo de uma nave especial, que aparenta estar abandonada. A TARDIS desaparece misteriosamente e o duo vê-se na necessidade de explorar a nave, que é habitada por duas estranhas criaturas, que conseguem mudar de forma e aparência.

Uma vez mais, sem colocar spoilers, será feita uma ponte para o derradeiro episódio, The Giggle, que reintroduz O Toymaker na narrativa, numa clara homenagem aos quatro episódios de 1966. Patrick Neil Harris tem uma interpretação notável. colocando à prova o Doutor, que inadvertidamente regenera para sua décima quinta versão. De forma original e interessante, a vitória é alcançada e temos uma conclusão inesperada para Donna e o Décimo Doutor, que poderá um dia ser aproveitado em termos narrativos.

No global, este especial de Natal é interessante, embora esteja longe de ser memorável. Diria que o regresso de Tate e Tennant são os momentos mais marcantes e  que o primeiro episódio me parece ser o mais forte. Dito isto, pouco se viu do novo Doutor, pelo que será complexo partilhar uma opinião do que poderemos ter após a era de Jodie Whittaker.

Os Filmes de 2024

Estamos em janeiro, pelo que está  na altura de partilhar os filmes que mais me entusiasmam para este ano. É uma realidade que os meus hábitos de cinema mudaram radicalmente após a pandemia, mas continuo a ter uma paixão por projectos diferentes e que tragam algo de fresco ao panorama de entretenimento. No final, vou nomear os meus dark-horses para este ano, algo que se converteu igualmente numa tradição.

No início de fevereiro estreia Argylle, um spy-spoof que tem no seu elenco Henry Cavill, Sam Rockwell, Bryce Dallas Howard,  John Cena, Brian Cranston e Catherine O’Har. A premissa consiste na ténue fronteira entre realidade e ficção, que catapulta uma escritora de crime e espionagem para uma situação real, em que as suas personagens aparentam estar muito próximas da realidade. A meio de fevereiro Cassie Webb faz a sua estreia cinematográfica, num filme que tem potencial mas que me deixa terrivelmente receoso. Madame Webb é uma personagem interessante e que pode contribuir de forma positiva para o universo Spider-Man da Sony. O elenco é composto por Sydney Sweeney, Adam Scott e Zosia Mamet, restando saber se poderá converter-se numa das surpresas do ano.

Março traz a segunda parte de Dune, que foi o meu filme de 2021. O meu nível de expectativa é elevado e acredito que será o filme a bater para este ano. Vamos continuar a acompanhar a aventura de Paul Atreides, que se junta aos Fremen, na sua batalha contra os Chan. Esta opera de ficção científica conta com a adição de nomes sonantes, com destaque para Austin Butler, Florence Pugh, Christopher Walken e Lea Seydoux. Para fechar o mês, temos a estreia de Frozen Empire, a sequela de Ghostbusters, que se revelou uma agradável surpresa. Acredito que este filme seja mais um sucesso de bilheteira, abrindo caminho para um terceiro e derradeiro filme.

Em abril temos apenas um filme digno de registo, na minha opinião. The New Empire deverá trazer uma inesperada aliança entre Kong e Godzilla para combater uma nova ameaça. O elenco conta com Rebecca Hall, Brian Tyree Henry, e Kaylee Hottl, marcando igualmente o regresso de Adam Wingard, como realizador. Pessoalmente, acredito que seria fabuloso se a escolha do vilão recaísse  em Scar King,

Após nove anos de espera, temos (finalmente) a estreia da prequela de Fury Road. Furiosa será o foco da narrativa, que nos explicará a origem da personagem. A realização fica naturalmente a cargo do mítico George Miller, que junta Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth, Tom Burke, Nathan Jones e Angus Sampson, para aquele que promete ser mais uma adição épica ao universo de Mad Max. Para fechar o mês de maio, temos o quarto filme do reboot de Planet of the Apes. Wes Ball é o realizador e apresenta-nos uma narrativa  que decorre vários anos após os eventos de War for the Planet of the Apes.

Vamos avançar até julho, para a estreia do aguardado Deadpool 3. Este projecto tem sofrido inúmeros leaks e, de acordo com algumas fontes, poderá ser fortemente editado pela Disney, o que me deixa bastante apreensivo. No entanto, o regresso de Hugh Jackman como Wolverine deixa-me terrivelmente entusiasmado para aquele que será o fim de ciclo de Ryan Reynolds como o assassino mais politicamente incorrecto da MCU. Ainda em julho, teremos o terceiro filme da saga A Quiet Place, que conta com a realização de Michael Sarnoski, focando-se nos primeiros dias da invasão. Sem colocar spoilers, o elenco conta com Lupita Nyong’o, Joseph Quinn, Alex Wolff, Djimon Hounsou e Denis O’Hare, cujas personagens marcam presença no terceiro acto da sequela.

Setembro traz-nos um filme de animação dos Transformers, que tem tudo para se converter em algo memorável. Josh Cooley é o realizador, que vai explorar a origem da rivalidade entre Optimus Prime e Megatron, no planeta Cybertron. O elenco é de respeito, contando com Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Brian Tyree Henry, Jon Hamm, Laurence Fishburne e Keegan-Michael Key nos papéis principais.

O último trimestre de 2024, mais especificamente,  outubro marca a estreia de Joker: Folie a Deux, a sequela do fabuloso filme de Todd Phillips, que alegadamente será um musical. A adição de Lady Gaga ao elenco leva a crer que os rumores são fundamentados, o que me deixa desconfiado da qualidade do produto final. Vou no entanto dar o benefício da dúvida e contem com um artigo a dar conta da minha opinião.

Novembro traz o terceiro filme de Venom, algo que me traz uma dose reduzida de satisfação, face aos eventos de Let there be Carnage. Adicionalmente, temos a sequela de Gladiador, que conta com a realização de Ridley Scott e nos vai trazer a aventura de Lucius Verus, o filho de Maximus. Paul Mescal e Pedro Pascal são os nomes mais fortes deste projecto, sobre o qual pouco se sabe até ao momento.

Para fechar o ano, estou entusiasmado com War of the Rohirrim, um filme de animação realizado por Kenji Kamiyama, que decorre 183 anos antes dos eventos da trilogia. A premissa assenta nas aventuras de Helm Hammerhand, o lendário Rei de Rohan e dos seus Rohirrim. Miranda Otto dá a sua voz a Eowyn, que irá servir de narradora para este prometedor projecto, que tem em Brian Cox a figura principal.

Vou terminar este artigo, com três escolhas para os meus dark-horse deste ano. Em maio chega aos cinemas If, um filme realizado por John Krasinki, que conta igualmente com a sua interpretação, num elenco composto por Ryan Reynolds, Cailey Fleming, Fiona Shaw, Alan Kim, Liza Colón-Zayas e as vozes de Phoebe Waller-Bridge, Louis Gossett Jr. e  Steve Carell. Este é essencialmente um live action, em que se conjuga a realidade com a fantasia, num mundo em que a jovem Bea tem a capacidade de ver os amigos imaginários das crianças.

O segundo destaque vai para Borderlands, realizado por Eli Roth. Baseado no épico videojogo da Gearbox Software, acredito que vamos entrar no mundo dos Vault Hunters. O enredo tem sido mantido em segredo mas o elenco é prometedor, contando com nomes como Cate Blanchett, Kevin Hart, Jack Black, Ariana Greenblatt, Jamie Lee Curtis, Edgar Ramirez, Haley Bennett e Florian Munteanu. Este filme deverá ser lançado no mês de agosto.

Por último, quero destacar Twisters, que alegadamente será uma sequela do mítico Twister, de 1996. Existem poucos detalhes mas Lee Isaac Chung vai contar com Daisy Edgar-Jones, Glen Powell, Anthony Ramos, Brandon Perea e Maura Tierney para um filme que promete revitalizar o universo criado por Michael Crichton e Anne-Marie Martin. Confesso que tenho bastante receio que vários destes projectos possam destruir por completo determinadas franquias mas gosto de me considerar um optimista por natureza.

Como habitualmente, fica o desafio para partilharem sugestões ou a vossa opinião acerca dos filmes que mencionei.

Attack on Titan T.3

Nesta fase da narrativa, torna-se evidente que existe uma conspiração associada à origem dos Titãs. O Capitão Levi tem o seu esquadrão reduzido a 6 cadetes e conta com o apoio de Hange para treinar as habilidades de Eren.

Para complicar a situação, ficamos a saber que o Pastor Nick foi assassinado em Trost, com a conivência da Polícia Militar. Levi tem suspeitas fortes que o Governo e o Rei estão a tentar eliminar o Corpo de Exploração, de forma a manter o segredo acerca da génese dos Titãs. Como tem sido apanágio, contem com inúmeros flashbacks, em que obtemos informação acerca do passado de Historia e da família Reiss, que terão um papel fundamental nos eventos desta terceira temporada. Erwin vê-se acusado de traição, sendo condenado à morte, criando a oportunidade para colocar em prática o seu plano de recuperação da Muralha Maria.

O Corpo de Exploração é perseguido por uma nova equipa, a Anti-Personnel Control Squad, que é liderada por Kenny e tem uma ligação passada ao Capitão Levi, algo que será igualmente desenvolvido ao longo da temporada. Já sabem que evito entrar em grande pormenor, para evitar spoilers mas Armin, Eren e Mikasa vão ter de ultrapassar desafios constantes, que envolvem o Colossal e Beast Titan.

Tomamos igualmente conhecimento de detalhes acerca da família real e a ligação a um soro, que permite transferir conhecimento e o poder de controlar os Titãs. Vamos igualmente descobrir os responsáveis pela invasão dos Titãs e a equipa vê-se perante um desafio enorme, que passa por eliminar Rod Reiss.

Mas o momento de maior destaque nesta temporada é sem dúvida o regresso ao Distrito de Shinganshina, numa missão que se converte numa verdadeira luta pelo futuro da Humanidade. O Corpo de Exploração vai testar uma nova arma e Eren vê-se novamente frente a frente com Bertholdt e Reiner, na forma de Titã Colossal e Armored.

Segue-se uma sangrenta batalha, que contará com inúmeras baixas para ambos as facções e uma escolha impossível no final do episódio 55. O Capitão Levy inflige ferimentos graves ao Beast Titan, que consegue escapar e evitar a perda de um dos seus Titãs mais poderosos.

A temporada termina com uma descoberta bastante relevante, que coloca em causa o conhecimento que existia acerca dos Humanos, Eldians, Marley e os devotos de Ymir. Sem revelar pormenores, posso salientar que gostei imenso do rumo da narrativa, que nos revela finalmente a informação necessária para entendermos as decisões das diversas fações em disputa. Adicionalmente vamos assistindo ao crescimento sustentado de Eren, Mikasa e Armin, que culmina na batalha da muralha  Maria, que muda radicalmente os três jovens e abre uma nova abordagem para o desfecho da saga de Attack on Titan.