Marvels

O trigésimo terceiro filme da MCU traz-nos a sequela de Captain Marvel, integrando duas personagens provenientes da série Wandavision e Miss Marvel. A narrativa foca-se nos eventos que ocorrem após a destruição da Supreme Intelligence, que converte o planeta Hala num local inóspito.

O novo líder dos Kree, Dar-Benn opta por localizar e adquirir as Quantum Bands, que são essencialmente braceletes que detém um poder cósmico capaz de criar ruptura no tecido do espaço-tempo. O primeiro acto informa o espectador dos efeitos da utilização de uma das braceletes, criando problemas nos vários pontos de viagem intergaláctica, que afectam a SABER, a estação espacial onde Nick Fury monitoriza e mantém a paz na galáxia.

Adicionalmente, os poderes de Captain Marvel, Miss Marvel e Monica Rambeau estão interligados com a energia produzida pelas Quantum Bands, criando alguns momentos hilariantes, em que são teletransportadas para as coordenadas em que são activados os poderes. Há uma componente cómica, que caracteriza a MCU, que fica a cargo da família de Kamala e dos Flerken, convertendo-se num dos pontos altos deste projeto.

Dito isto, existem momentos menos positivos, mais especificamente a parte musical no planeta Aladna e o vilão, que nunca consegue ser particularmente convincente nas suas intenções. A sinergia entre as três personagens principais é competente mas, no global, Marvels é um filme mediano, que não se destaca face ao que foi lançado mais recentemente no universo da MCU.

Sem colocar spoilers, destaque para a derradeira cena, que menciona a criação dos Young Avengers e para a cena pós créditos, que pode servir de catapulta para a introdução dos X-Men na MCU. Para terminar, apenas salientar que prefiro o primeiro filme, embora reconheça que esta sequela pode vir a ser relevante para alguns eventos futuros que vão ocorrer na MCU.

Mediano
65%

The 100 T.5

A quinta temporada narra os eventos que ocorrem no interior do bunker, mais especificamente a ascensão de Octavia para Blodreina, a líder dos Wonkru. Adicionalmente, Bellamy e os restantes sobreviventes concluem o seu exílio de 5 anos a bordo da estação espacial.

Como é apanágio, temos a reintrodução de uma nova facção na narrativa, que desta vez fica a cargo da tripulação da Eligius IV, uma nave mineira em que mais de 300 prisioneiros foram preservados através do sono criogênico. O intuito dos prisioneiros, que são liderados por Charmaine Diyoza, passa por colonizar Shalow Valley, a única zona habitável do planeta Terra.

Escusado será dizer que Octavia e os sobreviventes do bunker têm a mesma intenção, o que irá resultar numa batalha sangrenta, em que existem as habituais traições e o instinto de sobrevivência primordial. Esta é sem dúvida a temporada mais violenta da série, assim como a mais sombria, com o recurso a soluções extremas.

Algumas personagens acabam por ter o seu arco de redenção, enquanto outras se transformam por completo em vilões, o que mantém a narrativa interessante. O final acaba por abrir uma premissa completamente distinta para a sexta temporada, por motivos que vou manter no anonimato. No entanto, confesso que fico entusiasmado para validar qual será a abordagem, dado que pela primeira vez temos algo manifestamente inesperado e que vai colocar à prova a criatividade dos argumentistas.

Farei um balanço final quando terminar as sete temporadas, mas diria que este é o ponto mais disruptivo, no que diz respeito a narrativa.

Aquaman and the Lost Kingdom

A sequela de Aquaman decorre quatro anos após os eventos do filme original. Arthur Curry converte-se no Rei de Atlantis e após o seu casamento com Mera, gera um herdeiro para o trono, Arthur Jr. O primeiro acto introduz um Aquaman frustrado com a burocracia real e os estigmas do passado, que continuam a impedir qualquer relacionamento com a superfície.

David Kane continua apostado em destruir o nosso herói, contando desta vez com a ajuda do Dr Shin. Numa expedição à Antárctida, Black Manta vai encontrar o Black Trident, que pertence ao Rei Kordax, soberano do sétimo reino dos Mares, dando início a um plano que visa aquecer o planeta e reavivar a cidade de Necrus. Para tal, Kane recorre à utilização de Orichalcum, um mineral que se encontra na posse de Atlantis, o que vai originar uma série de confrontos com Aquaman.

Este filme tem várias limitações, nomeadamente no que diz respeito ao (terrível) CGI, para além da polémica com Amber Heard, que foi consequentemente relegada para um papel secundário. A ausência de Vulko cria um vazio no que diz respeito ao papel de mentor, abrindo caminho para várias tentativas de humor, que raramente conseguem ter o efeito pretendido.

Sem relevar pormenores narrativos, o regresso de Orm é forçado mas acaba por ser o ponto mais positivo de um filme que fica muito aquém do seu predecessor. Compreendo que o reboot de James Gunn tenha tido um efeito devastador em todos os projetos mas Lost Kindgom merecia mais e melhor.

Se procuram entretenimento, esta é uma escolha possível mas apenas confirma a péssima fase da DC no que diz respeito a live action dentro do género de super-heróis. Termino apenas com uma nota de rodapé, que diz respeito à presença da portuguesa Jani Zhao, no papel de Stingray.

Mediano
62%