Tendo em conta o histórico dos últimos 10 anos, é justo afirmar que a Apple finalmente conseguiu impor-se como marca de respeito. São produtos de qualidade, com um preço elevado, o que nem sempre é bem aceite. Com o surgimento do iPhone, o panorama das telecomunicações mudou de forma radical, tendo abrindo caminho para outros OS, sendo o Android um dos exemplos mais bem sucedidos. Considero incontornável o impacto que a empresa de Cupertino teve no universo das novas tecnologias, mas nem tudo são rosas.

O início desta era revelou-se uma tormenta, com inúmeras falhas (copy paste, MMS, tethering, etc), que felizmente foram sendo resolvidos com actualizações de software. Não deixa de ser interessante como este telemóvel é um dos poucos produtos que ganha valor com o tempo, o meu iPhone é hoje em dia um equipamento muito completo, fruto dos vários updates. Levou o seu tempo, com alguma frustração e revolta com as atitudes ilógicas da Apple.

Há alguns dias, foi lançado o iPhone 4 e o mundo voltou a parar. Goste-se ou não, este telemóvel está no topo da pirâmide e dificilmente será destronado nos anos vindouros, mas esse não é o tema do post. Seria expectável que Steve Jobs tivesse aprendido com os seus erros, mas eis que chegam as primeiras “novidades”: o exterior é frágil e apresenta claras dificuldades de captação de rede. Podemos especular que o “episódio Gizmodo” obrigou a um lançamento prematuro, mas as datas foram definidas pela própria Apple. Mais uma vez e à semelhança do iPad fico com a sensação de que o produto final foi “apressado”, o que nunca é uma boa opção.

Correm rumores de que sairá um novo update de software para resolver esta questão, o que me parece natural. O mesmo não se aplica à resposta de Steve Jobs a este tema, sugerindo que a dificuldade residia no utilizador, que não estaria a segurar da forma mais conveniente o seu novo iPhone. Não será por acaso que foram lançados os polémicos bumpers, o que leva a crer que a Apple estaria perfeitamente ao corrente dos problemas acima descritos. Revela alguma falta de respeito pelos seus clientes, o que começa a revelar-se frequente nos ultimos lançamentos. Não vou sequer tocar na questão da disponibilidade em mercado nacional, dado que o grande objectivo deste post é transmitir o meu ponto de vista sobre este novo produto.

Para terminar, saliento apenas que sou um ávido utilizador de produtos . Tal não significa que concorde com tudo o que sai da mente de Jobs, bem pelo contrário. Reconheço que estamos perante o melhor telemóvel do mercado e, sem dúvida alguma que vale a pena comprar um iPhone 4. Não o farei neste momento, mas fica certamente na minha wishlist 😀

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hugocardoso

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