O meu historial com jogos de computador remonta ao fim da década de 80, sendo justo afirmar que a evolução tem sido exponencial. Passámos de jogos com funções básicas para complexas personagens, programadas para evoluir e testar o mais astuto jogador.
A nível de plataformas, a evolução foi igualmente notória, com o modo online a aumentar a interactividade e longevidade dos jogos. Mas existe algo que ao fim de todos estes anos me continua a fazer extrema confusão. Passo a explicar:
Numa era em que são lançados grandes títulos faz sentido continuamos a receber jogos com ideias pré-concebidas de há uma década atrás? Um aviso de game over torna-se particularmente frustrante e diminui a experiência do jogador, que acima de tudo pretende completar com sucesso o desafio que lhe foi apresentado.
Outra “funcionalidade” que me irrita profundamente são os check points. Quantas vezes teremos de morrer e recomeçar o nível, subindo a tensão arterial para níveis perigosos? É assim tão complicado recomeçar do ponto onde fomos derrotados?
Recomeçar não melhora a experiência, bem pelo contrário, correndo o risco de retirar interesse ao jogador. Não deixa de ser curioso que com todo o avanço registado nos últimos quinze anos, continuemos a seguir regras antiquadas e que na minha opinião, já não fazem qualquer sentido.
Mas o mais importante é saber a vossa opinião. Concordam com este artigo? Partilham da minha frustração ou consideram os check points e o game over como uma forma de desafio?
Hugo Cardoso
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