Após os eventos do especial de Natal, o novo Doutor dá início ás suas aventuras, contando com a jovem Ruby Sunday como a sua companheira de viagem. Os primeiros episódios garantem entretenimento e humor, lançando a premissa narrativa associada à identidade da mãe de Ruby.
No entanto, à medida que vamos avançando nos episódios, a qualidade começa a decair, terminando num fecho de temporada que, na minha opinião, fica bastante abaixo das minhas expectativas. Parece-me relevante salientar que existem ideias interessantes, nomeadamente a entidade “One Who Waits”, assim como o misticismo que envolve Ruby e a introdução de Rogue, um caçador de recompensas.
Mas, à semelhança de tantos outros projetos recentes, os argumentistas caem no erro de introduzir uma agenda inclusiva, que nada acrescenta à narrativa e que ofusca quase por completo os bons episódios que compõem esta temporada. Ncuti Gatwa tem bastante carisma, algo que faltou a Jodie Whitaker, mas que deve ser espontâneo e, na minha opinião, existem vários momentos forçados que não ajudam ao desenvolvimento da narrativa ou da personagem.
Dito isto, e como sou um optimista por natureza, vou dar uma nova oportunidade a Russell T. Davies. Diria que os fãs da série original e mesmo do reboot de 2004 estão algo alienados desta visão, que tem potencial para converter Gatwa num digno sucessor de Tennant, Smith e Capaldi, que foram de longe os melhores desta era moderna.
Caso pretendam acompanhar esta temporada, a mesma encontra-se disponível via Disney +. Para terminar, convido-vos a partilhar a vossa opinião e contrapor alguns dos argumentos que mencionei.
Hugo Cardoso
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