A Reconquista

Apesar de ser um adepto de futebol, limito as minhas referências ao tema a um balanço anual da temporada. O futebol português, mesmo com o título de campeão da Europa, aprendeu muito pouco. Falta cultura desportiva no nosso país e a FPF, assim como a Liga de Clubes, é incapaz de seguir o caminho necessário para credibilizar a competição.

Existirão sempre falhas dos árbitros, assim como dos próprios jogadores, mas o caminho não pode ser o da suspeita constante. Na minha opinião, devem criar-se mecanismos para proteger os vários agentes desportivos e apostar na formação, para melhorar a qualidade da arbitragem.

Deve igualmente penalizar-se severamente o recursos a insinuações e a recorrente utilização dos canais de comunicação dos clubes como fonte de divulgação de ódio e suspeitas. Quando o fizermos, estaremos seguramente mais perto de elevar o nível da competição e tornar a Liga mais atractiva.

No que diz respeito ao futebol dentro das quatro linhas, existiu uma clara falha na preparação do plantel. Havia muita quantidade mas por diversos factores, poucas contratações representaram uma mais valia para a equipa. Rui Vitória foi um deserto de ideias e uma vez mais caímos na fase de grupos da Champions. No campeonato, o cenário foi igualmente penoso, com futebol lento e sem capacidade ofensiva, que culminou com uma derrota em Portimão e marcou a entrada de Bruno Lage.

Como treinador da equipa B, existiam referências positivas mas poucos acreditariam na segunda volta épica que realizou, com vitórias no Dragão, Braga, Alvalade, Moreira de Cónegos, Vila do Conde e Guimarães. O chavão #todoscontam foi levado à letra, com a aposta em vários jogadores da equipa B e a recuperação de atletas como Samaris, Gabriel, Rafa e o impensável Taarabt.

A recta final ficou marcada pela eliminação da Taça de Portugal, reflexo de excesso de confiança e pela saída da Liga Europa, após termos uma vantagem de dois golos na eliminatória. A aposta clara foi o campeonato e as derradeiras jornadas trouxeram vitórias muito suadas que garantem o 37º título, numa celebração na Luz, frente aos adeptos.

Está na altura de festejar e mais tarde reflectir sobre o caminho a seguir. Gostaria de manter os principais talentos e reforçar a equipa em posições chave (GR, laterais e linha avançada), de forma a podermos atacar mais competições na temporada 2019/2020.

A Bruno Lage deixo os meus parabéns, dado que não é ter fácil ter um discurso positivo no actual contexto do futebol português. Ainda mais importante do que saber ganhar é aprender a perder e reconhecer o mérito dos adversários.

E Pluribus Unum

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hugocardoso

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